O maltrapilho que me vem ao encontro,
Não se lembra de mim - bem sei que não-,
Mas dele me recordo muito bem:
Nesta rua, onde agora anda sozinho,
A estender a mão à caridade,
Já passou com seus carros importados;
Já recebeu aplausos de amigos (?!!!!)
E, naquela mansão já residiu.
Contudo, à ninguém prestava auxílio...
Dizia " não " à quem o procurasse,
Por um favor qualquer - sem ter remorso.
Dizia-se cristão, ia à Igreja,
Mas desviava os olhos ou virava o rosto,
Quando os humildes o cumprimentavam.
Um dia uma senhora ( eu vi ), chorando,
Rogou-lhe pão para seu filho, ao colo,
E ele disse: Não!!!
De outra feita, um velho sem recursos,
Pediu-lhe que comprasse algum remédio,
E ele disse: Não!!!
Agora a sua mão, na minha frente,
Se estende incerta e trêmula se abre
E, com vergonha, ele me pede aflito:
"UMA ESMOLINHA PELO AMOR DE DEUS".
E eu preciso ajudá-lo a qualquer custo,
Para não estar, um dia, igual a ele,
Pedindo o que num deu,
Numa rua qualquer desta cidade
Não se lembra de mim - bem sei que não-,
Mas dele me recordo muito bem:
Nesta rua, onde agora anda sozinho,
A estender a mão à caridade,
Já passou com seus carros importados;
Já recebeu aplausos de amigos (?!!!!)
E, naquela mansão já residiu.
Contudo, à ninguém prestava auxílio...
Dizia " não " à quem o procurasse,
Por um favor qualquer - sem ter remorso.
Dizia-se cristão, ia à Igreja,
Mas desviava os olhos ou virava o rosto,
Quando os humildes o cumprimentavam.
Um dia uma senhora ( eu vi ), chorando,
Rogou-lhe pão para seu filho, ao colo,
E ele disse: Não!!!
De outra feita, um velho sem recursos,
Pediu-lhe que comprasse algum remédio,
E ele disse: Não!!!
Agora a sua mão, na minha frente,
Se estende incerta e trêmula se abre
E, com vergonha, ele me pede aflito:
"UMA ESMOLINHA PELO AMOR DE DEUS".
E eu preciso ajudá-lo a qualquer custo,
Para não estar, um dia, igual a ele,
Pedindo o que num deu,
Numa rua qualquer desta cidade
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