Começa a chama tênue e cresce lentamente,
Se alastra na folhagem e louca, crepitante
Aumenta e a Fauna vai sem rumo e ofegante,
Sentindo a morte vir inesperadamente.
Nada pode deter o monstro incandescente,
Que prossegue implacável, indômito, alarmante,
Deixando apenas cinzas num tapete ardente,
Onde outrora se erguia a mata deslumbrante.
Tem-se a clara impressão que a Natureza chora,
Por sua rara fauna e exuberante flora,
Pelas fontes que secam, pelo ar que some...
Tudo porque em nossa sórdida incoerência,
Não vemos que, devido a nossa inconsequência,
Vamos morrer de sede, de calor, de fome.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
POR ISSO...
Meu versejar embora seja pobre,
Expõe meu coração que tanto ama;
Mostra a paixão enorme que se inflama
No peito meu, em sentimento nobre.
Meus desenganos a esperança encobre,
Pois na minha alma, do otimismo, a chama
Crepita forte e o coração proclama
Que, a cada instante, mais amor descobre.
Descobre amor nas chuvas e no vento;
No mar, no sol, na terra e Firmamento;
Na vida do animal que está nascendo.
Por isso eu canto o encanto em todo canto;
Por isso é que sorrindo enxugo o pranto;
Por isso sou feliz mesmo sofrendo.
Expõe meu coração que tanto ama;
Mostra a paixão enorme que se inflama
No peito meu, em sentimento nobre.
Meus desenganos a esperança encobre,
Pois na minha alma, do otimismo, a chama
Crepita forte e o coração proclama
Que, a cada instante, mais amor descobre.
Descobre amor nas chuvas e no vento;
No mar, no sol, na terra e Firmamento;
Na vida do animal que está nascendo.
Por isso eu canto o encanto em todo canto;
Por isso é que sorrindo enxugo o pranto;
Por isso sou feliz mesmo sofrendo.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
JÁ NÃO VEJO JESUS...
Já não vejo Jesus na Cruz pregado,
Mas vitorioso O vejo sobre o mundo,
A distribuir o seu Amor profundo
A todos que, com fé, O têm buscado.
Depois da Cruz, quando ressuscitado,
Não nos deixou jamais, um só segundo,
Estende-nos a mão... buscando a fundo
O nosso coração necessitado.
Seu corpo morreu sim, isso é verdade,
Mas vencendo do mundo a crueldade,
Ascendeu seu Espírito brilhante.
E nas grandes lições que aqui deixou,
A cada um de nós Ele ensinou,
Como sair da Terra triunfante.
Mas vitorioso O vejo sobre o mundo,
A distribuir o seu Amor profundo
A todos que, com fé, O têm buscado.
Depois da Cruz, quando ressuscitado,
Não nos deixou jamais, um só segundo,
Estende-nos a mão... buscando a fundo
O nosso coração necessitado.
Seu corpo morreu sim, isso é verdade,
Mas vencendo do mundo a crueldade,
Ascendeu seu Espírito brilhante.
E nas grandes lições que aqui deixou,
A cada um de nós Ele ensinou,
Como sair da Terra triunfante.
quinta-feira, 19 de março de 2009
PRETENSÕES
O que é o Espaço ao nosso olhar? É nada!
Porque o tudo o nosso olhar não alcança...
Será que existe alguma esperança,
Do humano ser fazer essa jornada?
Claro que não! Nessa ilusão nem pensem!
Irão um pouco só, além da Terra,
Porque o Universo mesmo, em si, encerra
Mistérios que somente a Deus pertencem.
E os poderosos (ínfimas figuras),
Gastam milhões, sonhando com as Alturas,
Numa pretensa e ingênua vaidade...
Enquanto isso, o mundo vai morrendo:
Há crianças e velhos padecendo;
Há guerras dizimando a humanidade.
Porque o tudo o nosso olhar não alcança...
Será que existe alguma esperança,
Do humano ser fazer essa jornada?
Claro que não! Nessa ilusão nem pensem!
Irão um pouco só, além da Terra,
Porque o Universo mesmo, em si, encerra
Mistérios que somente a Deus pertencem.
E os poderosos (ínfimas figuras),
Gastam milhões, sonhando com as Alturas,
Numa pretensa e ingênua vaidade...
Enquanto isso, o mundo vai morrendo:
Há crianças e velhos padecendo;
Há guerras dizimando a humanidade.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
VENCEMOS O TEMPO
O tempo passa e quando vai... carrega,
Quase tudo o que temos na existência:
Leva-nos a saúde e a resistência
E o nosso corpo sem vigor se verga.
E quase sempre um pouco ele nos cega,
Fraca, às vezes, nos torna a audiência,
Põe nossa agilidade em decadência
E até mesmo o reflexo nos nega.
Mas se analisarmos percebemos,
Que, em muitos pontos seus, nós o vencemos,
E assumimos toda a liderança...
Pois não pode levar-nos a vontade,
Os sonhos, as ilusões e a saudade...
E tão pouco o amor e a esperança
Quase tudo o que temos na existência:
Leva-nos a saúde e a resistência
E o nosso corpo sem vigor se verga.
E quase sempre um pouco ele nos cega,
Fraca, às vezes, nos torna a audiência,
Põe nossa agilidade em decadência
E até mesmo o reflexo nos nega.
Mas se analisarmos percebemos,
Que, em muitos pontos seus, nós o vencemos,
E assumimos toda a liderança...
Pois não pode levar-nos a vontade,
Os sonhos, as ilusões e a saudade...
E tão pouco o amor e a esperança
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Momentos de saudade
Quando ao tempo retorna a mente ansiosa,
Sedenta até por rebuscar momentos,
Que já se foram dos meus pensamentos,
Me conduz à saudade dolorosa.
Minha memória firme e assaz teimosa
Em holocaustos põe meus sentimentos...
Em oferenda aos deuses dos tormentos
Me dilacera a alma, impiedosa.
É que pouca importância venho dando,
Ao meu presente que vai se escoando,
Com tanta paz por mim não percebida...
Mas doravante irei - cada segundo -,
Sorrir à vida e bendizer o mundo;
Sorrir ao mundo e abençoar a vida.
Sedenta até por rebuscar momentos,
Que já se foram dos meus pensamentos,
Me conduz à saudade dolorosa.
Minha memória firme e assaz teimosa
Em holocaustos põe meus sentimentos...
Em oferenda aos deuses dos tormentos
Me dilacera a alma, impiedosa.
É que pouca importância venho dando,
Ao meu presente que vai se escoando,
Com tanta paz por mim não percebida...
Mas doravante irei - cada segundo -,
Sorrir à vida e bendizer o mundo;
Sorrir ao mundo e abençoar a vida.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
DIA DO BEIJO
O que significa o beijo... Um simples beijo,
Nascido da fusão de lábios aquecidos?
Será que é tão somente a causa do desejo,
Que põe em confusão total, nossos sentidos?
O beijo é mais que isso! É mais sublime ainda,
Do que alguém supõe ou possa imaginar:
É a expressão mais pura, a confissão mais linda,
Da alma que se expõe, ansiosa para amar.
O beijo aos poucos vai no íntimo agitando
O anseio do querer, no espírito guardado,
E que ninguém consegue revelar falando.
O beijo é o vinho puro - em taça cristalina -,
Servido com ternura - em ritual sagrado -
Aos corações felizes que o amor domina.
Nascido da fusão de lábios aquecidos?
Será que é tão somente a causa do desejo,
Que põe em confusão total, nossos sentidos?
O beijo é mais que isso! É mais sublime ainda,
Do que alguém supõe ou possa imaginar:
É a expressão mais pura, a confissão mais linda,
Da alma que se expõe, ansiosa para amar.
O beijo aos poucos vai no íntimo agitando
O anseio do querer, no espírito guardado,
E que ninguém consegue revelar falando.
O beijo é o vinho puro - em taça cristalina -,
Servido com ternura - em ritual sagrado -
Aos corações felizes que o amor domina.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Neste Natal
Neste Natal vai ser diferente.
Não quero roupas novas.
Não quero sapatos novos.
Peço, mais amor no coração.
Peço, mais união dos irmãos.
Peço, o carinho terno de um amigo.
Queria ver as flores nos campos
Perfumadas e de cores vivas
Matizando nosso olhar.
Neste Natal, quero ter a paz
No coração, para passar aos amigos
E receber de você um lindo bom dia!
Não quero roupas novas.
Não quero sapatos novos.
Peço, mais amor no coração.
Peço, mais união dos irmãos.
Peço, o carinho terno de um amigo.
Queria ver as flores nos campos
Perfumadas e de cores vivas
Matizando nosso olhar.
Neste Natal, quero ter a paz
No coração, para passar aos amigos
E receber de você um lindo bom dia!
MEU LINDO SONHO
Um sonho há que na minha alma cresce,
Sempre floresce no meu pensamento,
Qual monumento firme permanece,
E não se desvanece um só momento.
Graças a Deus tal sonho não decresce,
É como prece em horas de tormento,
Ao coração sedento que carece
E bem merece as gotas de um alento.
Ah! Esse sonho não se faz real,
Mas afinal também não me faz mal,
E por sinal é até bastante antigo.
Que anseio é esse que me faz risonho
E sem acanho ao mundo todo exponho?
É o lindo sonho de viver contigo.
Sempre floresce no meu pensamento,
Qual monumento firme permanece,
E não se desvanece um só momento.
Graças a Deus tal sonho não decresce,
É como prece em horas de tormento,
Ao coração sedento que carece
E bem merece as gotas de um alento.
Ah! Esse sonho não se faz real,
Mas afinal também não me faz mal,
E por sinal é até bastante antigo.
Que anseio é esse que me faz risonho
E sem acanho ao mundo todo exponho?
É o lindo sonho de viver contigo.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
PALCO DA VIDA
No palco desta vida - eis a verdade:-
Há sempre um sonho atrás dos bastidores;
Há sempre uma esperança, uma saudade
E brilhos de ilusão nos refletores.
Há mágoas, há remorso e ansiedade;
Há risos, há também prantos e dores;
Há trevas, luz, tristeza e alacridade;
Há virtudes, defeitos e temores.
E todos nós ( atrizes ou atores),
Não passamos de meros amadores,
Num pequeno Teatro de Arena.
Pois se as cortinas, lentas vão se abrindo,
A gente, ( ao ver o público assistindo)
Enxuga o pranto e sai sorrindo.. em cena.
Há sempre um sonho atrás dos bastidores;
Há sempre uma esperança, uma saudade
E brilhos de ilusão nos refletores.
Há mágoas, há remorso e ansiedade;
Há risos, há também prantos e dores;
Há trevas, luz, tristeza e alacridade;
Há virtudes, defeitos e temores.
E todos nós ( atrizes ou atores),
Não passamos de meros amadores,
Num pequeno Teatro de Arena.
Pois se as cortinas, lentas vão se abrindo,
A gente, ( ao ver o público assistindo)
Enxuga o pranto e sai sorrindo.. em cena.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
PENSE
Se por trás de um olhar a gente visse,
As lágrimas que alguém mantém retidas;
Se num sorriso a gente descobrisse,
A dor atroz que fere às escondidas.
Se na voz de quem canta a gente ouvisse,
Os ecos de lamentos... abafados;
Se a gente, ao ver alguém, já pressentisse,
Seus pesares no íntimo guardados:
Ninguém diria que já não resiste,
A sua cruz pesada, amarga e triste,
Que do peito lhe arranca tantos ais.
Pois quem se importa com a dor alheia,
Não sente mais sua vida ser tão feia,
Perto da vida de quem sofre mais.
As lágrimas que alguém mantém retidas;
Se num sorriso a gente descobrisse,
A dor atroz que fere às escondidas.
Se na voz de quem canta a gente ouvisse,
Os ecos de lamentos... abafados;
Se a gente, ao ver alguém, já pressentisse,
Seus pesares no íntimo guardados:
Ninguém diria que já não resiste,
A sua cruz pesada, amarga e triste,
Que do peito lhe arranca tantos ais.
Pois quem se importa com a dor alheia,
Não sente mais sua vida ser tão feia,
Perto da vida de quem sofre mais.
domingo, 9 de novembro de 2008
A GRANDE RESPONSABILIDADE DE QUEM ESCREVE
Todos os escritores: poetas, cronistas, colunistas, contistas e romancistas, assumem grande responsabilidade, perante o público e até perante Deus, quando divulgam suas idéias e conclusões, a respeito de determinado assunto, dada a influência que poderão trazer à certas pessoas que, no momento da leitura, estão vulneráveis a elas, devido aos múltiplos fatores que as cercam.
Abriremos aqui, com certa reserva, um parênteses, em relação aos poetas, porque esses têm, até certo ponto, liberdade de expor a sua tristeza ou a sua alegria; a sua dor ou a sua felicidade; seus sonhos e desenganos e até mesmo, às vezes, seus desencantos pela vida. Embora essa temática, possa ser um tanto desaconselhável diante da humanidade tumultuada, é isenta de censura, porque são relatos íntimos, individuais, quadros imaginários ou até mesmo um desabafo, não querendo, com isso, expedir-lhes um alvará para o abuso exagerado dessa liberdade.
Já em relação aos demais, o quadro sofre uma radical mudança. Não enfocaremos nessas observações, as notícias e comentários a respeito de acontecimentos menos agradáveis que todos vêem, sentem e vivem e dos quais se fazem precisos os relatos para o conhecimento e a orientação de uma grande parte, a fim de a despertar.
Falamos sim, de palavras, frases e textos, que expõem o desânimo, a desesperança, o ódio, a vingança e até o desamor.
Não raro, tais negativismos, os lemos por aí, apresentados por alguns destacados escritores que não tomam o devido cuidado, em relação às influências negativas que estão inoculando e que poderão tornar o mundo pior do que já está. Esquivamos-nos aqui também, em relatar a grande força da palavra, falada ou escrita, que todos conhecem.
Contudo, a humanidade está precisando de positivismo e mesmo de incentivo a fim de prosseguir na luta, nada fácil, que se lhe apresenta, formando-lhe um todo com o dia-a-dia de cada ser.
Por qualquer influência boa ou má que deixarmos registrada no papel, responderemos um dia.
Assim sendo, bom é que cada um, afeito às letras, analise e revise cuidadosamente o que escreveu, antes de publicar suas idéias, evitando, assim, cometer esse grande desastre.
Embora todos vivamos rodeados de inúmeros problemas cabe, a quem escreve, a tarefa de trazer, pelo menos, um pouco de incentivo e de esperança aos que remam desesperadamente no mar da vida, a procura de uma ilha ou de uma praia onde possam refazer suas forças.
Os poetas também, apesar da liberdade acima citada, possuem um grande potencial que poderá auxiliar, em muito, a humanidade, espalhando versos de paz, de esperança, de fé e de amor, mesmo que seja apenas vez ou outra, esquecendo um pouco seus gritos de dor. Essa é a minha maneira de pensar sem, com isso, pretender ser o dono da verdade ou querer deixar transparecer qualquer resquício de desaprovação ou censura no que expõem alguns, pois eu também canto os meus pesares de quando em vez.
Mas como poderá um poeta escrever alegria se está triste, falar de paz se não a tem, cantar o amor se está desiludido e incutir fé em alguém, se ele mesmo está desesperançado?
Basta buscar aquele potencial de amor fraterno que possui (porque se não o tiver, não é poeta) e mesmo que em prantos, imitar a flor que, apesar de esmagada, não deixa de exalar o seu gostoso perfume.
PENSEMOS NISSO.
Abriremos aqui, com certa reserva, um parênteses, em relação aos poetas, porque esses têm, até certo ponto, liberdade de expor a sua tristeza ou a sua alegria; a sua dor ou a sua felicidade; seus sonhos e desenganos e até mesmo, às vezes, seus desencantos pela vida. Embora essa temática, possa ser um tanto desaconselhável diante da humanidade tumultuada, é isenta de censura, porque são relatos íntimos, individuais, quadros imaginários ou até mesmo um desabafo, não querendo, com isso, expedir-lhes um alvará para o abuso exagerado dessa liberdade.
Já em relação aos demais, o quadro sofre uma radical mudança. Não enfocaremos nessas observações, as notícias e comentários a respeito de acontecimentos menos agradáveis que todos vêem, sentem e vivem e dos quais se fazem precisos os relatos para o conhecimento e a orientação de uma grande parte, a fim de a despertar.
Falamos sim, de palavras, frases e textos, que expõem o desânimo, a desesperança, o ódio, a vingança e até o desamor.
Não raro, tais negativismos, os lemos por aí, apresentados por alguns destacados escritores que não tomam o devido cuidado, em relação às influências negativas que estão inoculando e que poderão tornar o mundo pior do que já está. Esquivamos-nos aqui também, em relatar a grande força da palavra, falada ou escrita, que todos conhecem.
Contudo, a humanidade está precisando de positivismo e mesmo de incentivo a fim de prosseguir na luta, nada fácil, que se lhe apresenta, formando-lhe um todo com o dia-a-dia de cada ser.
Por qualquer influência boa ou má que deixarmos registrada no papel, responderemos um dia.
Assim sendo, bom é que cada um, afeito às letras, analise e revise cuidadosamente o que escreveu, antes de publicar suas idéias, evitando, assim, cometer esse grande desastre.
Embora todos vivamos rodeados de inúmeros problemas cabe, a quem escreve, a tarefa de trazer, pelo menos, um pouco de incentivo e de esperança aos que remam desesperadamente no mar da vida, a procura de uma ilha ou de uma praia onde possam refazer suas forças.
Os poetas também, apesar da liberdade acima citada, possuem um grande potencial que poderá auxiliar, em muito, a humanidade, espalhando versos de paz, de esperança, de fé e de amor, mesmo que seja apenas vez ou outra, esquecendo um pouco seus gritos de dor. Essa é a minha maneira de pensar sem, com isso, pretender ser o dono da verdade ou querer deixar transparecer qualquer resquício de desaprovação ou censura no que expõem alguns, pois eu também canto os meus pesares de quando em vez.
Mas como poderá um poeta escrever alegria se está triste, falar de paz se não a tem, cantar o amor se está desiludido e incutir fé em alguém, se ele mesmo está desesperançado?
Basta buscar aquele potencial de amor fraterno que possui (porque se não o tiver, não é poeta) e mesmo que em prantos, imitar a flor que, apesar de esmagada, não deixa de exalar o seu gostoso perfume.
PENSEMOS NISSO.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
DIA DO BEIJO
O que significa o beijo... Um simples beijo,
Nascido da fusão de lábios aquecidos?
Será que é tão somente a causa do desejo,
Que põe em confusão total, nossos sentidos?
O beijo é mais que isso! É mais sublime ainda,
Do que alguém supõe ou possa imaginar:
É a expressão mais pura, a confissão mais linda,
Da alma que se expõe, ansiosa para amar.
O beijo aos poucos vai no íntimo agitando
O anseio do querer, no espírito guardado,
E que ninguém consegue revelar falando.
O beijo é o vinho puro - em taça cristalina -,
Servido com ternura - em ritual sagrado -
Aos corações felizes que o amor domina.
Nascido da fusão de lábios aquecidos?
Será que é tão somente a causa do desejo,
Que põe em confusão total, nossos sentidos?
O beijo é mais que isso! É mais sublime ainda,
Do que alguém supõe ou possa imaginar:
É a expressão mais pura, a confissão mais linda,
Da alma que se expõe, ansiosa para amar.
O beijo aos poucos vai no íntimo agitando
O anseio do querer, no espírito guardado,
E que ninguém consegue revelar falando.
O beijo é o vinho puro - em taça cristalina -,
Servido com ternura - em ritual sagrado -
Aos corações felizes que o amor domina.
sábado, 25 de outubro de 2008
O TEMPO DIRÁ
Se você escutar ditos maldosos
Contra o bem que pratica com frequência:
Não se importe jamais, são invejosos
Da grande paz que traz na consciência.
Se lábios tolos se abrirem em risos,
Quando algo de bom fazer deseja:
Siga, sem desistir do que planeja,
Ignorando os pobres indecisos.
Pratique o bem a todos sem tardança,
Estenda as mãos à quem tiver vontade
De ajudar-se a si mesmo e, sem alarde,
Semeie o amor, a paz e a esperança.
Contra o bem que pratica com frequência:
Não se importe jamais, são invejosos
Da grande paz que traz na consciência.
Se lábios tolos se abrirem em risos,
Quando algo de bom fazer deseja:
Siga, sem desistir do que planeja,
Ignorando os pobres indecisos.
Pratique o bem a todos sem tardança,
Estenda as mãos à quem tiver vontade
De ajudar-se a si mesmo e, sem alarde,
Semeie o amor, a paz e a esperança.
domingo, 19 de outubro de 2008
A ABELHA E A MULHER
Pousa na flor a linda abelha incauta...
Fascinada com o pólem, ali demora...
Mas, do fundo da flor, rápida salta
Uma aranha astuciosa e a devora.
Assim é a mulher que ingênua, igual criança,
Se entrega ao pólem das palavras lindas,
E o aracnídeo, com suas infindas
Promessas vãs, devora-lhe a esperança.
E ela então, num caminhar incerto,
Sofre perdida em meio de um deserto,
Porque o amor se foi e a dor ficou.
Mas quem a desprezou, em algum momento
Vai consumir-se em arrependimento,
Por ter fingindo amar... quem tanto o amou.
Fascinada com o pólem, ali demora...
Mas, do fundo da flor, rápida salta
Uma aranha astuciosa e a devora.
Assim é a mulher que ingênua, igual criança,
Se entrega ao pólem das palavras lindas,
E o aracnídeo, com suas infindas
Promessas vãs, devora-lhe a esperança.
E ela então, num caminhar incerto,
Sofre perdida em meio de um deserto,
Porque o amor se foi e a dor ficou.
Mas quem a desprezou, em algum momento
Vai consumir-se em arrependimento,
Por ter fingindo amar... quem tanto o amou.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
DEPOIS DOS TEMPORAIS
Chega um momento exato (na existência),
Em que paramos numa encruzilhada:
Ou optamos para a desistência,
Ou prosseguimos firmes na jornada.
O importante é termos persistência
Em tudo, nessa humana caminhada,
Pois a vitória está na resistência
E na fé, que empregarmos na empreitada.
Todos, sem exceção, temos problemas,
Mas toda a calma a frente dos dilemas,
Faz cada ser tornar-se triunfante...
E lembremos-nos, sempre esperançosos
Que, após passarem os temporais furiosos,
O sol volta a brilhar bem mais radiante
Em que paramos numa encruzilhada:
Ou optamos para a desistência,
Ou prosseguimos firmes na jornada.
O importante é termos persistência
Em tudo, nessa humana caminhada,
Pois a vitória está na resistência
E na fé, que empregarmos na empreitada.
Todos, sem exceção, temos problemas,
Mas toda a calma a frente dos dilemas,
Faz cada ser tornar-se triunfante...
E lembremos-nos, sempre esperançosos
Que, após passarem os temporais furiosos,
O sol volta a brilhar bem mais radiante
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
A MINHA AÇÃO É CERTA
Será que sou ousado quando escrevo
Porque projeto a mente rumo ao Espaço,
Porque nos versos húmiles que faço
Até o amor a decantar me atrevo?
Talvez! Mas me pergunto encabulado:
"Sem amor o poeta existiria?
Por acaso algum verso escreveria,
Mesmo que seja ou que não seja amado?"
"Claro que não!!! - Responde a realidade-
Porque somente o amor guarda a Ciência,
Da vida, do existir e da verdade."
Então eu penso: " A minha ação é certa...
Se eu não puser o amor em evidência,
Eu tudo posso ser, menos poeta.
Porque projeto a mente rumo ao Espaço,
Porque nos versos húmiles que faço
Até o amor a decantar me atrevo?
Talvez! Mas me pergunto encabulado:
"Sem amor o poeta existiria?
Por acaso algum verso escreveria,
Mesmo que seja ou que não seja amado?"
"Claro que não!!! - Responde a realidade-
Porque somente o amor guarda a Ciência,
Da vida, do existir e da verdade."
Então eu penso: " A minha ação é certa...
Se eu não puser o amor em evidência,
Eu tudo posso ser, menos poeta.
BRINCADEIRAS DO TEMPO
O tempo já brincou muito comigo:
Já me mandou presentes de saudade;
E-mails cheios de desilusões;
Sedex com cinzas de amores mortos;
E remeteu-me um monte de lembranças.
Depois, sem piedade e sem escrúpulos,
Pôs-se a autografar todo o meu rosto...
Por enquanto assinou-o de leve,
Mas, depois eu sei, que vai aprofundar
Mais a caneta.
Levou quase todos os meus cabelos,
E, nos que ficaram, respingou neve.
Diminui minhas forças e agilidade,
Mas não conseguiu me tirar a vontade de viver.
Maldizê-lo? Nunca!!! Ele é o único mestre
Capaz de ensinar a paciência, de nos trazer experiências,
De nos mostrar o caminho certo,
Em direção à outra vida, mais verdadeira que esta.
Por isso pode brincar comigo, tempo....
Enquanto você brinca,
Eu aprendo,
E, aprendendo, deixo de brincar com a minha existência.
Agora já estou brincando com você,
Porque quanto mais você me envolve,
Mais poeta eu fico, mais amor eu tenho,
Mais perdão eu dou.
Já me mandou presentes de saudade;
E-mails cheios de desilusões;
Sedex com cinzas de amores mortos;
E remeteu-me um monte de lembranças.
Depois, sem piedade e sem escrúpulos,
Pôs-se a autografar todo o meu rosto...
Por enquanto assinou-o de leve,
Mas, depois eu sei, que vai aprofundar
Mais a caneta.
Levou quase todos os meus cabelos,
E, nos que ficaram, respingou neve.
Diminui minhas forças e agilidade,
Mas não conseguiu me tirar a vontade de viver.
Maldizê-lo? Nunca!!! Ele é o único mestre
Capaz de ensinar a paciência, de nos trazer experiências,
De nos mostrar o caminho certo,
Em direção à outra vida, mais verdadeira que esta.
Por isso pode brincar comigo, tempo....
Enquanto você brinca,
Eu aprendo,
E, aprendendo, deixo de brincar com a minha existência.
Agora já estou brincando com você,
Porque quanto mais você me envolve,
Mais poeta eu fico, mais amor eu tenho,
Mais perdão eu dou.
domingo, 21 de setembro de 2008
VOCÊ ESTÁ AQUI E EU, AÍ
Eu não estou aqui, estou aí;
Você não está aí, está aqui...
Estou aí porque meus versos me levaram;
Está aqui porque sua mente lhe trouxe.
Quem escreve não fica longe de quem lê,
E quem lê não se distancia de quem escreve.
As palavras são laços que nos prendem,
E a mente é a condução que nos transporta.
Se eu não vejo quem me lê,
E quem me lê não me vê,
As nossas mentes se vêem,
Se encontram, se abraçam
Se interagem e se compreendem.
Quando você me lê, entende a minha alma,
Quando eu leio você, compreendo a sua...
E nesse compreender, entender e sentir mútuos,
Não há o virtual: Há o irreal tornando-se real...
E como o sol e a lua que nunca se encontram,
Mas cumprem seus deveres...
Cumprimos a nossa tarefa,
Aquecendo e iluminando corações,
Os quais o frio da tristeza quer congelar,
E as trevas da angústia querem escurecer.
Escreva seus versos, que eu escrevo os meus,
Para, juntos, deixarmos o mundo mais bonito,
Porque nascemos poetas,
Para transformarmos a vida em poesias,
As poesias em alegria
E a alegria em amor.
Você não está aí, está aqui...
Estou aí porque meus versos me levaram;
Está aqui porque sua mente lhe trouxe.
Quem escreve não fica longe de quem lê,
E quem lê não se distancia de quem escreve.
As palavras são laços que nos prendem,
E a mente é a condução que nos transporta.
Se eu não vejo quem me lê,
E quem me lê não me vê,
As nossas mentes se vêem,
Se encontram, se abraçam
Se interagem e se compreendem.
Quando você me lê, entende a minha alma,
Quando eu leio você, compreendo a sua...
E nesse compreender, entender e sentir mútuos,
Não há o virtual: Há o irreal tornando-se real...
E como o sol e a lua que nunca se encontram,
Mas cumprem seus deveres...
Cumprimos a nossa tarefa,
Aquecendo e iluminando corações,
Os quais o frio da tristeza quer congelar,
E as trevas da angústia querem escurecer.
Escreva seus versos, que eu escrevo os meus,
Para, juntos, deixarmos o mundo mais bonito,
Porque nascemos poetas,
Para transformarmos a vida em poesias,
As poesias em alegria
E a alegria em amor.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
PROTEÇÃO DEMASIADA
Por Deus os nossos filhos são mandados,
Quer por resgate ou por afinidade,
E cabe aos pais toda a responsabilidade,
De os emanciparem... orientados.
Mas depois que são donos de si mesmos,
Cada qual toma o rumo que deseja,
Para enfrentar à sós toda a peleja,
E cumprir com o labor que todos temos.
Pois qualquer proteção demasiada,
Os atrapalhará na caminhada,
Tão árdua, complicada e tão sofrida.
Porque quem não caminha... se atrofia
E quem se atrofiar perde a energia,
Para enfrentar a sua própria vida.
Quer por resgate ou por afinidade,
E cabe aos pais toda a responsabilidade,
De os emanciparem... orientados.
Mas depois que são donos de si mesmos,
Cada qual toma o rumo que deseja,
Para enfrentar à sós toda a peleja,
E cumprir com o labor que todos temos.
Pois qualquer proteção demasiada,
Os atrapalhará na caminhada,
Tão árdua, complicada e tão sofrida.
Porque quem não caminha... se atrofia
E quem se atrofiar perde a energia,
Para enfrentar a sua própria vida.
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