sexta-feira, 29 de junho de 2007

MARES DE OUTRORA

Na perfeição dos dias imperfeitos
Vislumbro ao longe o rio em sua vastidão,
Parece-se com lustres ou meigos leitos
Onde vou deitar incólume minha razão.

E descendo sobre mim o fútil pensamento,
Das horas acordado em que me perco,
Vejo luas e dos planetas o complemento
Quando giram sobre mim aqui por perto.

Pensar é nada e a razão sem fundamento
Anda de olhos fechados, tributando
À alma subtil todo o seu discernimento.

Mares de outrora, gavinhas e assunções,
Ainda hoje as vejo ao longe lutando,
Por uma despedida cheia de emoções.

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