sexta-feira, 29 de junho de 2007

Soneto LXXXVII

A dor que marcou trilha em minha vida
não foi sempre minha, comigo não nasceu
essa dor é uma insana, uma atrevida
é dela a culpa pelo sonho que morreu.
Não nasci assim, em pranto emoldurada
meus dias eram belos, alegres e gentise eu,
bela donzela, de sonhos rodeada
cheguei a ter na vida, tudo que sempre quis.
Veio o noroeste, que eu nem conhecia
sempre tão bravio, que a tudo aniquila
varreu os sonhos meus, e neles pôs um fim.
Tentei desesperada, não deixar que fugissem
lutei tão bravamente, sem que outros vissem
mas tudo foi em vão, perdi meu grande amor

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