sábado, 16 de junho de 2007

SANTUÁRIO DE GELO

No princípio em pedras e gelo rompendo agreste
envolto em turfas naquele frio assim remotas
revestia lenços flutuando espesso na encosta
hoje desce rios, correndo o branco da tua veste.
Homo sapiens...que amanhece e assim aquece
desembainha teus cristais deitando teu lenço
lem águas que escorrem do poente ao arrebol
levando o complexo à irreversível e última prece.
Desnudam teu inverno, subestimam o clamor
do cinturão que chorando desfalece ao verde-mar
em lágrimas circulares! pois não há nenhum valor.
Escoa em vertigens, teus primórdios se afundam
marinha sem rumo e se despede o urso polar
pintado no papel, nos resquícios de uma tundra.

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