Certa vez alguém me disse:
"goste, não ame".
Amar nos faz sofrer e viver com saudade.
Fiquei imaginando como posso não amar,
se meu coração quer se apaixonar ?
Ninguém pode escolher não amar,
isso não existe, pois o coração não nos pede
licença para recolher o amor,
ele simplesmente acolhe e o aconchega
suavemente ou tempestivamente.
Não importa se o amor traz dor e tristeza,
pois a alegria e a felicidade que
vivenciamos quando amamos suprem
os espinhos que arranham e são cravados no coração.
Prefiro ter tristeza de amor a não conhecê-lo.
Quero apaixonar-me sempre que houver vaga em meu coração,
viver no mundo dalua, construir sonhos a dois,
viajar na galáxia pulverizada de estrelas.
Quero sentir saudades do que me faz bem,
quero ter orgasmo no ato de amar,
sentir na boca o alvoroço do desejo e ser
uma eterna designer do ambiente de
amor entre flores e querubins.
Quero que, quando o amor chegar,
escancare a porta de meu coração,
abra as janelas de carinho.
Quero entregar-me apaixonadamente
de corpo e alma para que seja eterno até que finde.
Amar, amar, amar... o maior de todos os sentidos da vida.
Essa é a grande diferença entre o gostar e amar.
Gostar ?
Eu gosto de maçã, de uva,
de ir ao cinema, de boas leituras,
depassear, de ouvir o canto dos pássaros,
de assistir o bailado da chuva, há tantos gostar !
Amar é entregar-se, é apaixonar-se,
é viver entre os espinhos e a flor,
éter brilho no olhar, é trazer no sorriso
a espontaneidade da felicidade.
Feliz quem pode dizer...
Eu conheço o amor !
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