sexta-feira, 15 de junho de 2007

Encantamento

Semideusa da floresta em sangramento;
oitavário este onde sopro tal lumaréu
noturno, transbordando absinto do cairel,
iniciando a alquimia; encena o encantamento.


Asperge ao bordado, teu ouro, oh druídico ser,
rebrilhando em si, aspira às luzes do condão
alforriando os elos, igual à anunciação
vestida de azul; benção anil enfim vai chover.


À glória da voz, qual lavanda ao espírito,
na queda-d'água e flores brotando da alma
incontida ao dia libertário do grito...


Nascerá à complexão no encanto da fauna;
ilapso em teu coração expiando o meu rito
perdido, ecoando num copo de palmas!

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