Vim,
passei por aqui
e vou permitir que meu corpo se estire
nessa cadeira vazia...
Vou me embriagar?
Sei lá.
Talvez vencido em alguns instantes
pela malfadada demagogia,
eu tenha sido levado pelas falácias,
para um ponto distante da paz.
Para o fundo dos quintais.
Alcovas...
Vejo um crescente emaranhar-se
diante de mim,
uma trilha extensa,
sem fim.
Ouço o estardalhaço dos baques
dos problemas que se jogam nus,
em meus interiores algares.
Perdidos lugares.
Peço uma bebida qualquer.
Que venha o que vier.
Repasso meus turbulentos momentos,
vividos sob intensa pressão.
Quero mais é libertar meu coração.
E ademais por que haveria de admitir
que alguém se atrevesse a prendê-lo?
Cuido de meus pontos futuros com zêlo
e mansamente, com cuidado e desvelo,
vou decifrando as charadas.
Vou deslaçando os nós.
Vou me desvencilhando das grades fechadas.
E pensando bem,
pra recolher alguns vinténs
quem sabe eu recomece a cantar?
Bem,
pós-catarse,retiro-me.
Consciencia lavada,
limpo-me.
Reticência findada,aclaro-me.
O que vai me sobrar é a madrugada.
Preciso levar um papo com ela.
É nela,
que habita a maioria dos meus iguais.
Etéreos.
Sem mistérios.
Figuras que se plasmam,
e outorgam-me modos,
maneiras de safar-me dos ais.
Becos e vielas,
pequenas ruas, a
lgumas cancelas,
e eu...
Depois?
Adormecer.
Faz parte do querer.
Faz parte do Ser.
Mora no Estar.
Permite-me descansar,
em semi-sensação de paz com minhas verdades.
Sem fazer alardes.
Sabedor que tenho que prosseguir.
E sem delongas,
sem dramas,
tentar fechar os olhos e dormir.
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