segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TEU NOME OUTONO

Nascem palavras, que trago no peito,
soletro-as no cair da tarde, em cada
folha, onde um dia cinzelei teu nome,
que agora preenche o chão, ao cair.

Teu nome, Outono, reveste-se de cor,
enchendo pracetas e adros apinhados,
de amarelos e castanhos, e, teu rosto,
vendo o gris do céu, traz a solenidade.

Em cada folha caída, relembro tua tez,
e, com cuidado, modelo teu corpo, co
minhas mãos, juntando folhas ao vento,
guardando-as juntinho ao meu coração.

O frio acentua-se; despem-se as árvores.
E, de passagem, pelo nosso belo jardim,
ocorre-me ver-te, regando-o com afinco,
as flores tristemente já sem suas pétalas.

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