Sobre a mesa,
a jaspe verde invade-me
em mistérios, a vela
mostra-se altiva, e o
tarô em cruz de celta
lança-me em seus elementos,
suas lágrimas poentes
que me chegam graciosas
alimentando meu verso,
despindo meu reverso!
Na viagem do violão,
faço-me cortesão em
cartas e palavras, sentindo
seu adentrar sutil, sublime,
como rouxinol e seu cantar
no planar da emoção!
Na direção do silêncio,
dobro-me em sintonia,
com a sua luz, com a sua
antológica serenata, hoje
dona da minha essência,
notas soltas pela paixão!
No duo da partitura,
escrevo e descrevo
em seus afluentes, toda
a magia exposta em seu
flertar, e no seu carinho a jorrar,
deixo-me em amor,
a enamorar!
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