sexta-feira, 3 de outubro de 2008

CONFLITO DAS IDADES E O CAOS

Os tempos se vão,

Ficam marcas, não somente na tez,

Mas, na alma, principalmente, na tristeza dos olhares...

O amor, embora perdure para sempre,

Aos poucos passa a ocultar-se nas raízes...

Os olhares mostram o peso da experiência,

Não se influenciam com falácias...

Os sorrisos, muitas vezes, tristes

Até assim revelam o estado espiritual...

Essas distorções, com o subjetivo ou o real,

Significam a capacidade de assimilar

A perversa realidade do encontro

dos opostos...

É o tempo passado, machucado,

E o hoje viril, aventureiro

A olhar o passado com desdém

E isso faz sofrer o que passou...

No sim ou no não,

Há um hiato entre as fases dos tempos,

Consequência da discriminação.

Os tempos se vão...

O passado preocupado, abatido,

Sente aproximar-se numa crescente

velocidade,

O momento do abordo do caos...


É aí que se pode medir o quão é cruel

a verdade!

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