Nas tramas de minha existência
envolvi-te fundo em minha teia.
Eu te encubro em abrangência,
fazendo de ti um invólucro! Peia!
És meu prisioneiro na agonia
desses dias que seguem iguais.
Inda que supliques tu´alforria,
lanço a ti meu veredito: jamais!
Colhes agora o que plantaste
no solo duro do meu coração.
Qual planta que suga a haste,
secaste-me inteira; desilusão!
Vê! Sou caído galho insensível.
O enfeite com o qual me cubro,
minh´ armadilha, a que cabível,
que s´esconde sob rosto rubro,
quer punir-te!
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