O pó seco, ácido, tinge os pés nus.
Abrasador sol queima minha pele.
Sigo em frente, inda que isso sele
a mágoa triste que, silente, compus.
Juncos que propõem minha queda,
caídos ao chão, murchos, sem vida,
eu os ultrapasso na minha partida.
Rejeito o pó, que meus olhos veda.
O embargo que à frente me enfrenta
é inútil na quebra dos meus intentos.
Resoluta, enfrento o pó, rudes ventos,
riscos que caem, brasas cor magenta.
Desconheço o que busco! é um nada!
Trajeto nulo, sem um alcance à frente.
Somente passos alternados e cadentes
que talvez uma esperança a mim traga...
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