segunda-feira, 20 de abril de 2009

Procura

O pó seco, ácido, tinge os pés nus.

Abrasador sol queima minha pele.

Sigo em frente, inda que isso sele

a mágoa triste que, silente, compus.



Juncos que propõem minha queda,

caídos ao chão, murchos, sem vida,

eu os ultrapasso na minha partida.

Rejeito o pó, que meus olhos veda.



O embargo que à frente me enfrenta

é inútil na quebra dos meus intentos.

Resoluta, enfrento o pó, rudes ventos,

riscos que caem, brasas cor magenta.



Desconheço o que busco! é um nada!

Trajeto nulo, sem um alcance à frente.

Somente passos alternados e cadentes

que talvez uma esperança a mim traga...

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