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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Te quero tanto

Te quero tanto que me apraz cantar!
Colher os ventos, fios da neblina,
E no teu colo, ser tua menina,
Tecendo pensamentos de te amar.


Te quero tanto que nem sei falar!
O meu recato já não me fascina,
Não há no mundo, sábio que defina,
Essa vontade louca de pecar!


Te quero na manhã que descortina,
Abrindo uma janela para o céu,
Onde recebo, dócil, teu afeto.


E te querer tem sido uma doutrina,
Que faz do meu silêncio um escarcéu,
De todo teu desejo, o meu decreto.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Canção da paz

A paz é como música que nasce,
difícil de atingir a perfeição.
Às vezes, todos clamam que ela é fácil,
os mesmos que outras vezes dizem não.

Varre-se a nota sem ter serventia,
e morre a paz na falta de harmonia...

O som que é mais difícil solfejar,
são notas de amor e de perdão,
como se a vida fosse simplesmente,
o derramar das lavas de um vulcão.

Sempre sedentas, vão seguindo em frente,
lambendo, ansiosas, pelo chão,
de forma alucinada, impertinente,
toda esperança de compreensão.

E por milênios, tenta-se encontrar,
a nota dessa explêndida canção!
Que antes de algum gênio proclamar,
mistura-se ao ruído de um canhão.

E o mundo chora, cabisbaixo e mudo.
E chora a poesia, a inspiração...
A paz, mais uma vez, lamenta em vão.
Não mais a harpa, as almas tocam surdo.

Até um dia, quando Deus quiser...
Ou se cansar de ver tanta cegueira,
e tanto desamor e bandalheira,
nas lutas que se travam por poder.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Estro perdido?

Pois saiba, meu amigo, estou contigo,
Nessa debalde busca inesperada,
Que há tanto tempo sendo meu amigo,
Estro malvado já não me diz nada.

Eu digo que não quero, que não ligo,
Mas sem os versos sinto-me arruinada,
Olhando triste para o próprio umbigo,
Sem ter o que verter da alma calada.

Mas, sabe?... eu te confesso sem pesar,
Que finjo não saber o que ocorreu,
Mas na verdade, grita o coração!

De tanto ver o desamor passar,
Todo o meu ser, enfim, se recolheu.
Como reencontrar minha ilusão?...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SAUDADES QUE ME ABRAÇAM

Deixaste-me sozinha a te esperar!
E não cumpriste o que me prometeste.
Sepulto, pesarosa, no meu mar,
Os versos que te dei e não quiseste.

A minha dor, na areia a se espalhar,
Desenha os sonhos que me propuseste.
Meu coração insiste em navegar,
Na correnteza que me vem do leste...

Mas o naufrágio é certo, como a lua,
Que a gente sabe que não vai brilhar,
No dia em que o mau tempo aqui chegar.

Por isso sigo triste pela rua,
E ao ver casais felizes que se enlaçam...
São as minhas saudades que me abraçam!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãe...

Mãe...
que acalenta seu bebê, nas noites em claro
trazendo nos olhos a sublimidade
que só as mães sabem, são capazes...


Mãe que partilha as imensas dores
tantos e tantos temores
seus dias nem sempre sonolentos, enfileirados
às vezes hostis com seus amados...


Mãe que busca o horizonte com afinco
incansável, no único afã de doar
para os tantos rebentos seus, o amor
em partes iguais...


Mãe de um único filho
que se desvela em carinhos exagerados
por julgar que é sempre pouco
o que pode lhe dar...


Mãe...
que com a mesma placidez, sorri e chora
quando vê um dia, suas crianças irem embora.
Se os perde para o mundo, tenta aceitar
se os perde para a guerra, dói tanto enfrentar...


se os perde para o desamor... oh, Deus, que dor!...
Nenhum poema no mundo, ainda que fecundo
seria capaz de retratar...
a tão sublime essência maternal do amar!


Mãe... que não experimentaste a gestação
mas tiveste abarrotado de amor, o coração
fazendo de tua vida, a magia de se doar
porque ser mãe não é só gerar... é amar!


Mãe... que junto aos seus filhos ou sozinha
vê o mundo aplaudir uma data, sem entender bem
sem saber ao certo de quem e para quem
é tanta comemoração...


Mãe...que foi minha um dia...
que decerto sob a frondosa árvore na colina
me espera para conversar, novamente me abraçar
não desanime mãe... eu chegarei lá!


Mãe... que agradece a Deus todos os dias
pela graça que lhe concedeu (entre as que perdeu)
na filha que é seu fruto e a sua grande alegria
mãe feliz, que esta mãe sou eu...


Para todas nós...
um Dia das Mães de Paz & Bem!...

Assim seja!

sábado, 8 de maio de 2010

Mãe...

Se eu ainda pudesse
tocar no seu rosto, ver o seu sorriso
caminhar ao seu lado, vendo o sol nascer
estou certa que a vida não ia parecer
tão vazia...
Você me faz falta, tanta falta!
Como a chuva nas plantas, ou o sol
como o verbo em tudo que dizemos
como um sonho que eu tinha e acabou
quando você foi embora.

Mãe...
Eu não sei se pode me ouvir
mas se puder, queria que soubesse
que de tudo no mundo que eu vivi
você foi a sensação mais forte que eu pude ter
de ser amada...
Era muito bom poder contar com o seu ombro
ouvir seu coração batendo junto ao meu
ter a certeza de nunca estar sozinha
e quando o medo me sondava a alma
poder segurar na sua mão tão calorosa.

Mãe...
Se aí onde você está, tiver dia das mães
aceite o meu abraço do tamanho do mundo
com o meu melhor carinho
e todo o meu amor por você.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fuga

Roubaste-me um sonho, vida
mas ele acaba de voltar do além
cobrar uma certeza que não tem
sobre merecer a dádiva de ser...

Com ele vieram os fantasmas
meus demônios de asas emprestadas.
Tão convictos esses meus falsos arcanjos,
que às vezes penso que eu me enganei...

Não há muito o que fazer, é o tempo
o general desse meu exército interior
que luta bravamente pela causa
que na vida mais me cativou: o amor!

Vencerão? Vencerei? Não sei...
Meu coração é um soldado desertor
não mereceu medalhas, condecorações
muito antes de mim, fugiu, se foi...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Amores de Poeta

Às vezes quero vir falar de amor...
Amores que perdi e que ganhei.
Houve os que desertaram sem louvor,
Fora os amores que eu mesma inventei.

Tivesse um deles sido abrasador,
Na imaginação, quando eu os criei,
Da minha dor teria sido o autor,
Pois ela foi o que eu mais cultivei.

Mas o poeta torce a sua história,
Com fios da derrota faz vitória,
A caminhar, em paz, à beira mar.

Amores novos segue a inventar...
E somam tantos que eu mesma nem sei,
Se deles, algum dia, lembrarei...


Santos, 11.03.2009
www.amoremversoeprosa.com
Publicado no Recanto das Letras em 12/03/2009
Código do texto: T1482019




AMORES DE POETA
Odir, de passagem.


Falar de amor, a sós, às vezes venho,
amores que ganhei e que perdi,
amores tidos, idos ou que tenho,
amores mortos que jamais vivi.

Amores que não quis ou que me empenho
em mantê-lo no amor que vem de ti,
amor-paixão, que na ilusão desenho,
amor saudade, que se foi daqui.

Amores tantos... mas não são capazes
de privar o amor de dois poetas,
com seus feitiços e feições fugazes.

Eu sou a tua paz, tu me aquietas
nos versos que te faço e que me fazes,
completando-me em ti, que me completas!

domingo, 11 de abril de 2010

Soneto da espera

Foi doce te esperar, lembrou-me nuvem branca...
Abraço com carinho, há tempos, desejado,
Sonho de primavera, a parceria franca,
De um pássaro num voo leve e apaixonado.

Manhã de sol, que na alma e coração, estampa,
De asas de borboleta, o mundo povoado,
Uma canção que aos ricos clássicos, desbanca,
Talvez um meigo olhar, não mais enevoado...

O teu sorriso, franco e aberto, como o céu,
Nos dias de verão, sem chuva e sol a pino,
Que te faz parecer doce e terno menino...

A toda essa paisagem, tiro o meu chapéu!
É a tela onde desenho um coração amado,
Da forma que aprendi, do jeito tão sonhado!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Anseios do coração

O coração, às vezes quer falar...
Porém, sua condição não lhe permite.
Cala-se, então, sofrido, a martelar,
sem compreender porque tanta maldade!


O coração, às vezes tem saudade,
da relva verde molhada de orvalho,
tempos vividos com felicidade,
que a gente não pensava ver o fim...


O coração, às vezes é assim:
Um bobo a declamar as suas trovas,
andando à esmo por ruas sem fim,
a rir de tudo sem qualquer razão.


Mas vezes há, em que esse coração,
a contorcer-se, grita, injuriado,
pedindo que lhe poupem da ilusão,
de que esse mundo não está acabado...


Que o ser humano, ao bem, não disse adeus,
e usa, sem pudor, o seu irmão,
na tentativa infame de ser deus,
quando nem mesmo, gente, pode ser!


E segue pelo campo, já minado,
sem compreender porque sua luz não brilha,
a alimentar sua vaidade insana,
prestes a sufocar na hipocrisia!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Amor de Ano Novo

Por tanto tempo te esperei em vão!
As horas na cadência do mormaço,
Teciam, no marasmo, a ficção,
Da qual nunca sobrou nenhum pedaço.

Dores tornaram roto, o coração,
Sem fé, cambaleante de cansaço,
Sempre a sofrer constante ingratidão,
A encarar dorido descompasso...

Mas quando parecia estar morrendo,
A última esperança que tivera,
Pousou no meu olhar essa magia...

Que me fez ver de novo, o sol nascendo,
A me trazer manhãs de primavera,
No amor tão grande e terno que eu queria.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Amor de Ano Novo

Por tanto tempo te esperei em vão!
As horas na cadência do mormaço,
Teciam, no marasmo, a ficção,
Da qual nunca sobrou nenhum pedaço.

Dores tornaram roto, o coração,
Sem fé, cambaleante de cansaço,
Sempre a sofrer constante ingratidão,
A encarar dorido descompasso...

Mas quando parecia estar morrendo,
A última esperança que tivera,
Pousou no meu olhar essa magia...

Que me fez ver de novo, o sol nascendo,
A me trazer manhãs de primavera,
No amor tão grande e terno que eu queria.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Amor de Ano Novo

Por tanto tempo te esperei em vão!
As horas na cadência do mormaço,
Teciam, no marasmo, a ficção,
Da qual nunca sobrou nenhum pedaço.

Dores tornaram roto, o coração,
Sem fé, cambaleante de cansaço,
Sempre a sofrer constante ingratidão,
A encarar dorido descompasso...

Mas quando parecia estar morrendo,
A última esperança que tivera,
Pousou no meu olhar essa magia...

Que me fez ver de novo, o sol nascendo,
A me trazer manhãs de primavera,
No amor tão grande e terno que eu queria.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Obrigada!

Obrigada!
Pelos momentos bons, pelos risos, pela alegria
que dividimos em parcelas iguais, algum dia.

Pela oração que me enviou quando eu mais precisava
pelo carinho da mensagem de paz, no meio da guerra.

Obrigada pela sensibilidade, de não me perguntar porque
nos momentos em que eu não saberia responder...

Por esse sentimento que me dedicou, sem razão e sem motivo
obrigada por existir, por me dar a bênção de ser meu amigo.

Obrigada pelas imperfeições, que eu aprendi a amar em você
que sem elas, estaria distante de mim, que sou tão imperfeita.

Obrigada sobretudo, pela compreensão, por entender e aceitar
os arroubos intempestivos do meu velho coração...

Obrigada ainda, com mais intensidade talvez, pelo silêncio
quando ansiei tanto por uma palavra sua, que não veio...

Eu descobri depois, entre lágrimas e risos, que era preciso
porque a vida tem seus segredos, sua própria magia.

Mas obrigada mesmo assim, porque sua amizade é o que faz de mim
este ser imperfeito e insano, que vive louco de amor pela vida...
...amando!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Obrigada!

Obrigada!
Pelos momentos bons, pelos risos, pela alegria
que dividimos em parcelas iguais, algum dia.

Pela oração que me enviou quando eu mais precisava
pelo carinho da mensagem de paz, no meio da guerra.

Obrigada pela sensibilidade, de não me perguntar porque
nos momentos em que eu não saberia responder...

Por esse sentimento que me dedicou, sem razão e sem motivo
obrigada por existir, por me dar a bênção de ser meu amigo.

Obrigada pelas imperfeições, que eu aprendi a amar em você
que sem elas, estaria distante de mim, que sou tão imperfeita.

Obrigada sobretudo, pela compreensão, por entender e aceitar
os arroubos intempestivos do meu velho coração...

Obrigada ainda, com mais intensidade talvez, pelo silêncio
quando ansiei tanto por uma palavra sua, que não veio...

Eu descobri depois, entre lágrimas e risos, que era preciso
porque a vida tem seus segredos, sua própria magia.

Mas obrigada mesmo assim, porque sua amizade é o que faz de mim
este ser imperfeito e insano, que vive louco de amor pela vida...
...amando!

Lembranças de Natal

Uma árvore piscava no jardim...
Dela emanava tanta excitação!
Eu lembro bem do que causava em mim:
- Arroubo de ternura e emoção!

E parecia nunca mais ter fim.
Que aquilo tudo não era ilusão...
Embora ainda me sinta bem assim,
Com clima de Natal no coração...

E às dez da noite, as luzes se apagavam...
E todos com prazer, se atropelavam,
No doce afã de abrirem suas prendas.

Hoje meu Natal é simplicidade,
Não há Mamãe Noel nem oferendas,
Mas na memória brilha uma saudade...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Ninguém dá nada...

Por outros motivos
que sejam vários...
sou um campanário
onde os sinos mortos
não tocam, não ecoam...
os sonhos se amontoam
pesados, cansados
sem forças p'ra lutar...

Lembranças...?
Talvez
já que foram tantas
as perdas, inglórias
enchem a memória
querendo ficar...

Mas que faço eu
nessa igreja morta
que já não tem porta
já não tem fiéis?

Morro devagar...
desejando ser
casa da invernada
como a amiga amada
que em alguma coisa...

ela ainda crê!

Em mar me transformei

Em mar me transformei aos poucos,
nos longos anos de vida...
Nas praias que povoaram meus sonhos,
você não estava no desmaio das ondas...
nas tempestades e ventos...
que formaram dunas.

Tive as mãos feridas pelo nácar,
incansáveis na procura,
desse lugar ao sol,
onde houvesse mais ventura!

Aportei tantas vezes,
com meu sonho desfalecido nos braços,
fugindo sem saber do que,
para encontrá-lo só agora...

Será tarde demais?
Quem há de saber do tempo...
e do seu secreto intento?

Mas esse olhar cativante,
a pousar nos olhos meus...
chega a ser dilacerante,
desejo insano... meu Deus!

Minha pele quer falar...
as mãos buscam o seu rosto,
os beijos traçam os lábios,
num sonho que foi deposto...

Parece tão fácil...
Tão pertinho de alcançar!
Porém não posso...
perdi a chave do amor,
essa que abre os corações...

Por mais que eu queira encontrar,
Hoje é triste... hoje sou mar!

sábado, 12 de dezembro de 2009

CULPADO!

Sempre reclamamos muito quando somos feridos.
Física ou espiritualmente, o ferimento é algo indesejável e difícil de lidar. Mas não deveria ser assim.
Deveríamos encarar o sofrimento apenas como mais uma lição na sala de aula da vida, uma experiência a mais.
Não estamos aqui para nos pouparmos, pelo contrário, estamos aqui para desbravar as trilhas, aprendendo e aprimorando nosso espírito, ou nosso eu, para quem preferir assim... E o aprendizado, já está mais do que sabido: é pelo amor ou pela dor bla bla bla...

Se observarmos um ferimento comum que fazemos num braço, joelho, cotovelo... qualquer um que rala mais profundamente, provoca algum sangramento, mas com os cuidados que dispensamos, logo estará seco e fica aquela casquinha algum tempo antes de sarar completamente.
Quando num dia qualquer, a casca se desprende, embaixo dela, teremos a pele renovada, bonita, brilhante... nem parece a mesma que estava ali antes de nos ferirmos.

Com a alma e coração é a mesma coisa...
Quando alguém nos magoa, sejam amigos ou amores, a dor parece tão insuportável que muita gente perde completamente o rumo diante de uma traição, desrespeito ou algo que o valha.
Mas o tempo, esse bálsamo curativo para qualquer dor da alma, trabalha primorosamente a nossa ferida, até que um dia, chegamos a rir dela.
Não conseguimos entender porque sofremos tanto por tão pouco!
É a "pele nova" que está ali... se pudéssemos ver, certamente veríamos a nossa alma linda, bem disposta e pronta para continuar sua caminhada.

Falando assim, parece fácil, mas claro que não é fácil. Nada é fácil nessa vida. Mas tudo é possível.

O ser humano tem uma tendência doentia para julgar e catalogar as pessoas pelo último erro que cometeram... tudo de bom que fizeram até então, cai por terra, não tem mais peso nenhum... não acho certo isso.
Erros? Oh céus, como os cometemos! Nem por isso quem errou está perdido para sempre e para todos. Mas há quem ache que sim.

CULPADO! A pronúncia dessa sentença parece que alivia, mais do que tudo, a nossa própria consciência.
Se fôssemos mais honestos, veríamos com facilidade que toda vez que apontamos um culpado, na verdade é para tirar o dedo que se encontra apontado na nossa direção, é uma desculpa esfarrapada que arrumamos para um dos nossos fracassos.
Se formos demitidos, a culpa é daquele colega que fez fofoca a nosso respeito... "sujeito invejoso"!
O jogador que perde um gol quase feito, a culpa é do infeliz que esbarrou nele bem na hora... "Eita verme"!
Se perdermos o namorado ou a namorada, a culpa é daquela sirigaita ou daquele estúpido, que deu em cima dele ou dela, descaradamente! "Ah, traste!" Se isso fosse verdade, todos os namorados e namoradas teriam que ser mantidos trancados a sete chaves... e para que serve um namorado (a) que precise ficar trancado a sete chaves? Chutar a bunda... é o melhor que se pode fazer com ele (a).

Enfim, para tudo que não dá certo em nossa vida, temos sempre que arrumar um "boi de piranha" pra "pagar o pato" pela nossa incompetência.
Perdoem-me o uso das expressões populares, mas é que elas descrevem com exatidão o que digo.

Quando somos feridos ou nos magoam, o certo seria nos afastarmos e olharmos o cenário como mero expectador. Captar a essência dos fatos, analisar com calma e esmiuçar as responsabilidades, a culpa, se por acaso houve culpa. Mas com raríssimas exceções, ninguém tem culpa de nada. Nós escolhemos as pessoas que nos rodeiam, e se escolhemos errado, o erro é nosso, mas a culpa não é de ninguém, nem nossa.

Culpa é uma palavra muito pesada. Eu considero tão pesada quanto a expressão "nunca mais".. Nunca mais é tempo demais para qualquer tipo de promessa. E culpa também é demais para qualquer ser humano, porque ela é quase sempre, ambígua.

Mas nada do que a gente quer e acredita é fácil de por em prática. Às vezes derrapamos numas gafes e depois tentamos correr atrás do prejuízo. Nessa corrida, muitas vezes nos machucamos mais ainda, mas... faz parte. Aprendizado é isso: o resultado positivo dos nossos erros. Porque como eu já disse num poema: “não há acertos sem os erros antes”, nossos ou de outrem, que observamos.

Pois é, o certo é não desistir. Sempre que levar essas cacetadas da vida, cada vez mais comuns nesse mundo robotizado em que vivemos, onde o elemento humano pesa cada vez menos, é válido continuar tentando juntar as culpas debaixo do braço e trocá-las por compreensão, tolerância, paciência e ausência se precisar, por que não?
Os tempos mudaram. Calar, não equivale mais a consentir. Calar às vezes, é precioso. Poupa tempo, vida e pérolas.

Mas esse silêncio não deve ser contabilizado na conta do cidadão ser “bonzinho". Eu pelo menos, renego esse adjetivo até a morte!
Apenas que a vida é preciosa demais para que a gastemos com mágoas e dores, principalmente porque esses sentimentos são sempre por quem não merece nada nosso, portanto, ignorar ou mesmo ser complacente com as ofensas não equivale a ser bonzinho. É ser esperto...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Buscando você

Acordei minha busca
que adormecia na saudade
porque a vida me pede
que continue a buscar.


Que mude as vestes do sonho
se precisar
que os passos sejam mais lentos
não importa.


Importa é esperar esse encontro
na terra ou nas ondas do mar
poder ouvir novamente
a flauta mágica dos que amam!


Eu sei que você existe
nunca deixei de acreditar
se abandonei a procura
foi por achar que não sabia mais amar.


Mas eis que renasce em mim
a crença antiga que me domina
de que o único sentido da vida
é o amor! Por isso busco você...