quarta-feira, 20 de junho de 2007

HOMEM CAULE-NATUREZA

Homem curvo carcomido
Bravo estóico destemido
Pelo o sol que lhe acompanha,
Empobrece o pão que ganha.
Abraça os anos sem gosto
De tantos vividos poucos
Sonhando com a paz lá fora.

Semente plantada em terra de nada
Onde o caos habita, e ainda acredita
No tal governo de agora.
Suor latejante que poreja,
Homem que implora, que rasteja
Leva nos ombros a sua febre terçã.
Lambe o solo com ternura pra
colher amanhã.

Na procura incandescente
Busca o chão efervescente
Do broto que vai nascer.
Homem caule natureza,
Verte um sol de singeleza
Em uma selva sem poder.
Homem que escala o bendito
No vão do som de seu grito
Que explode em seu viver.

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