terça-feira, 19 de junho de 2007

Ádria

Aquarelas de amores despidos numa cascata de tintas
desenhando tantas almas e vidas com as mãos de pintora,
revolvendo às entranhas do mundo, está uma serena escultora,
iriando de cores e fogos de luzes, enquanto ela pinta.


Abençoada aspersão banhando tantos corações coloristas,
numa visão que enfeita o crescente sinal da lua mais amante,
alforriando àquela cantiga das auroras do caminhante,
clareando o amanhecer em divindades criadas pela letrista.


Resenha nas linhas do papel uma história feliz qualquer,
inspirando em todas crianças os sonhos em volta do carrossel
semeando, assim, qual o poema do riso nesta colheita de mel
e transbordando do eu só teu, à aura e psique no peito de mulher.


Incenso floral em mil folhas enredadas nesta floresta;
no tapete de narcisos, flores do ser como uma oferenda
à menina, deusa da Ária, plantio brotando feito uma lenda
alando tão belo dia no vôo desta “ave cheia de graça” em festa.

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