As luzes que recaem sobre o meu canto
esfacelam-se em miúdos pontos difusos,
que pipocam, em alternância, no manto
que recobre meu corpo curvo e obtuso.
Os pontos vêm de brilhos e são opacos.
Suas formas estranhas são pontiagudas.
Estabelece-se a estranheza! E os cacos,
inda que sombras, me ferem em miúdas
feridas inexistentes, escaras doloridas
que me entontecem e deixam confusa.
Estranho bordado! Figuras, as tecidas
aleatoriamente em mim... E, qual musa
de longínquas estrelas, eu me encaro
múltipla agora, espelhada em cada ponto,
envolta na estranha manta de tons claros.
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