quinta-feira, 24 de abril de 2008

Salve-me

Como pode ignorar meus olhos,

vê dentro, tem uma lágrima ressecada

fazendo trilha até a alma,

onde escondo você, onde fica o amor.





Tenho sede, tenho fome,

meu espírito morre lento sem seu toque,

marca um encontro pra depois,

pode ser agora, antes que o mundo acaba.





Acorda-me mais tarde, antes de amanhecer,

acorda seu amor agora, vê no espelho,

somos quase únicos,

não precisamos montar cenas, apenas ficar.





Amanhã, salve-me, salva a minha alma,

faz meu sangue correr as veias,

aqueça minha carne com seu desejo,

não posso esperar, não mais sem um beijo.





Desligo agora as luzes do antigo céu,

feito a escuridão, volto aos pesadelos,

detesto abrir meus olhos e não te ver,

paro agora, a lágrima volta, até sua volta.

1 comentário:

Anónimo disse...

Maravilhoso poema!

O espírito poético está a circundar todos estes participantes.

Adicionem m4fias da hotmail para quem for amante da poesia;)


Poeticamente.