Você busca e vê
um pouco além do pouco bem,
do extremo em tanto desejo,
do uso indevido do beijo,
de palavras, solicitudes
não espelho de atitudes
em excessos de virtudes,
da cegueira fabricada,
da santidade invocada,
de conceitos floreados,
de fatos mal dosados,
de rótulos alvissareiros
para contos passageiros,
de falas perdidas
no pranto esquecidas...
Você percebe
o carinho de fato,
o abraço, o acato,
sem pulo de gato.
O quando, a hora,
a perda, a demora,
a pressa, o preço,
direito e avesso,
o fim, o começo,
o meio truncado
no rumo traçado.
O gosto,
o agosto,
o feito,
o perfeito,
a praça,
a vidraça,
o fundo,
o imundo,
a voz...
Você faz
e aborta.
Inês é morta!
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