sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A VIDA EM UM SONHO

A vida é um enredo
Em que o olhar é o ostentório
A expor o espírito, às vezes, carente ou profuso...
Quem sabe, com a pureza dos santos do éden c
celestial
ou, ainda, com as incertezas do purgatório.

Nesse drama sinto-me um ator
De uma escala não definida
Nesse teatro represento bem,
Faço o papel triste do carente
Na corte das rainhas do amor.

Quero partir, navegar no meu barco
Sem amarras que me prendam à ilusão,
Quero romper o cabo da âncora
Das minhas incertezas.

Não vejo o cais, só a vaga desordenada
A destruir a ventura dos meus ideais,
Conquistados com a força de um mouro
No decorrer da minha vida.

Como o meu, seguem tantos barcos
Entre rosas e o rosário dos santos,
Entre lágrimas dos oratórios
Dos sonhadores em contrição...

Acordo com o sol a me iluminar,
E a me mostrar que tudo era uma miragem,
Essa viagem que se instalou no meu sonho.

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