Muitas vezes quero gritar,
mas para que e para quem,
meu monitor reflete meu
silêncio de amor mudo,
então escrevo,
às vezes, volta,
às vezes, tem vírus, todos eles,
de amor, de paixão, de ódio,
não sei como entrar e sair de sua conexão,
quem dirá então do seu coração?
Algumas vezes falei baixinho seu nome,
declamei seus versos,
ri de suas prosas,
até me emocionei com seu
jeito maluco de amar,
acho que também sou assim,
nem sei mais como sou,
me perdi em algum ano lá atrás,
chorei por alguma mulher,
gritei por carinho,
implorei algum calor... e nada.
Talvez também eu seja um Undisclosed,
aquele anônimo recebedor de restos de e-mails,
os pedaços de alguns que passam e te agitam,
depois... quem lembra mais?
Sabe, acho que um dia vou ficar maluco
e te mandar um,
não sei o que dizer,
talvez tudo que penso agora,
talvez nada.
Viu?
Minha vida é como minhas palavras,
algumas vezes, muitas vezes, talvez,
é assim que fico deste lado da tela,
sorrindo de nada,
chorando por tudo ou sei lá,
nem sei o que sinto agora.
Hoje resolvi falar pra você um pedaço,
não é falar, é escrever, mas tudo bem,
acho que ficamos bem íntimos aqui,
também depois de tantos Undisclosed,
parece que nos apresentamos hoje,
com este e-mail mais ou menos aberto,
sem as cópias Cc.
e os Ccos do nosso outlook.
Muito prazer,
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