Está na sua hora,
chora velha guitarra,
encanta-me em suas
escalas intermináveis,
carregando em cada nota
um lamento, fragmentando
a tristeza, e abrindo caminho
para persistência e a vontade
de sonhar, arremessando
a rede em mares, onde a
esperança renova-se a cada
onda que chega à areia, destruindo
velhos castelos, e exaltando
nas pedras a próxima vela
a ser iluminada,
por mais um solo,
por mais um acorde!
Eh velha guitarra,
derrama teu solo
dirigindo sua notas
ao meu peito,
dilacerando a dor,
sucumbindo rancores, e
arrancando dos calabouços da alma
tudo que não tem cor,
replantando em cada canteiro
um verso aveludado no amor!
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