Pudesse eu ser…
A concha onde abrigas
pérolas de palavras inúteis
O cofre onde ocultas
jóias de pensamentos calados
A ânfora onde derramas
cristais de lágrimas antigas
Pudesse eu ser…
Faísca e fogo
na lenha húmida dos teus olhos
Sol e Lua
na sombra difusa do teu corpo
Verde e água
na aridez do teu deserto
Pudesse eu dizer…
Pertenço-te!
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