sábado, 18 de outubro de 2008

Poema em Primavera

Por está lágrima,

que rola, desliza, enfatizando,

o verbo, o provérbio, a face

descrevendo a cena do entrelace,

o verso, o inverso, o corpo

escrevendo o ato do enlace!



Dance,

ah! bailarina dos ventos,

dance pelos botequins das quintas,

dance e encante-me com seus

giros, perfumes e sabores,

deixe os bandolins solarem

a sua paixão pelas cordas

do coração!



Venha,

ah! minha doce bailarina,

venha também cantado,

encantando-me com seus

suaves agudos, abrindo

a clave de sol, ao romântico,

aos degraus que lavam

ao êxtase,

ao laço do abraço

e ao beijo molhado!



Por está lágrima,

que adormece no peito,

intuindo, desejando, deixando

na pele o avesso versejado,

a vida acarinhada, para enfim

o amor doado desabrochar

na primavera, de todos

os poemas em flor!

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