Por está lágrima,
que rola, desliza, enfatizando,
o verbo, o provérbio, a face
descrevendo a cena do entrelace,
o verso, o inverso, o corpo
escrevendo o ato do enlace!
Dance,
ah! bailarina dos ventos,
dance pelos botequins das quintas,
dance e encante-me com seus
giros, perfumes e sabores,
deixe os bandolins solarem
a sua paixão pelas cordas
do coração!
Venha,
ah! minha doce bailarina,
venha também cantado,
encantando-me com seus
suaves agudos, abrindo
a clave de sol, ao romântico,
aos degraus que lavam
ao êxtase,
ao laço do abraço
e ao beijo molhado!
Por está lágrima,
que adormece no peito,
intuindo, desejando, deixando
na pele o avesso versejado,
a vida acarinhada, para enfim
o amor doado desabrochar
na primavera, de todos
os poemas em flor!
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