quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Partiste!

De repente, o que se fazia presente

Foi-se. Instaurou o vazio, a ausência.

Não houve despedida, nem beijo ardente.

Uma chuva mansa chorou minha agonia.



Fiquei no porto deserto, qual ave sem asas.

Ninguém por perto, a lua iluminava a casa.

Em algum lugar, sei, espera-me.

Aqui, num frenesi louco, esqueço-te.



Todos os dias lembro-me de esquecer-te.

Cada momento, esqueço-te um pouquinho.

Cada segundo sufoco o sentimento.

Curto é o amor, longo o esquecimento.



Mato o amor com veneno,a conta-gotas.

Sangra o coração rasgado, alma rota.

Partiste sem olhar para trás, sem despedida.

Fique parada, triste. Amargando a dor da partida.



Em algum lugar, minha alma vagou...

Muito tempo em jardins te buscou...

Partiste, te espero voltar...

Não demora! Não deixa a fila andar!

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