Quantas vezes nos queixamos,
nos lamentamos por coisas
tão simples e banais?
A queixa e a reclamação faz
parte da vida.
É mais fácil reclamar, porque
sempre há alguém para nos ouvir.
Mas, será que queremos ser
lembrados como
"O queixoso"? Ou seria melhor
sermos lembrados como
"O agradecido"?
O descontentamento parece
ser latente em nós...
Queixamo-nos das roupas,
dos alimentos, dos governantes,
do barulho, do silêncio,
do calor, do frio...
Muitas vezes, somos somente
incoerências concretas e móveis.
Nós ficamos tão presos às lamúrias,
que não paramos para admirar a
magnitude da natureza,
a bênção de sermos livres,
de não termos que viver
como os pássaros presos em gaiolas...
A liberdade de ir e vir,
de falar e ouvir, de discutir,
de lutar pelos nossos direitos,
de questionarmos
criarmos ou dirimirmos dúvidas.
Por que procurar a guerra se
podemos dispor prazerosamente
da paz?
Em vez de reconhecermos o
quanto somos felizes,
prendemo-nos às tristezas do passado,
agimos como quem não sabe
o que deseja,
até mesmo sem discernir tristeza e alegria.
E o despertamento, quase sempre,
somente chega quando
alguém querido se "perde" para
a vida, ou parte sem sequer dizer adeus...
Nesse momento,
é que reconhecemos,
às vezes tardiamente, o quanto éramos
felizes, mas estávamos ocupados
demais lamentando a vida, que
não tivemos tempo para perceber
que a felicidade esteve todo o
tempo ao nosso lado...
bem ali dentro do nosso coração.
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