sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Lamentos surdos de um coração

Muitas vezes sorrindo
entre rimas e versos
silenciosamente
lhe confesso meu amor.

Me exprimo
com mil maneiras de olhar
de tocar de beijar e acariciar.

Entre olhares insinuantes
lhe provoco,lhe atiço
suplico em silencio o
gosto dos seus beijos ardentes.

Suplico seu olhar interesseiro
e na saudade muda
afago meu travesseiro.

Sinto o peso da solidão
da saudade grande
dos seus lábios,chamas acesas
que sempre me incendeiam.

Amo-o nessa noite presente
amo-o além da eternidade
o mundo gira,a historia se repete
a lua aparece,linda, cheia,
colorindo o céu.
Na vida dos outros tudo acontece
tudo se repete...
e eu sozinha aqui,na madrugada deserta
a reviver nossos momentos de paixão.

Meu coração apertado
parece uma estação rodoviária
o ônibus chega levando você embora
com seu charme, sua graça,seu ardor,
e eu continuo aqui sentada
vendo você desaparecer em meio as
nuvens,minhas pernas paralisam
não consigo andar,fico em estado de choque.
Meio abobalhada sem entender nada...

Olho a vida que continua ao meu redor,
amantes abraçados,
trocando juras de amor,
bêbados fazendo arruaças
e eu como estátua..continuo ali
entorpecida,entristecida,
sentada à espera de um novo ônibus
que o traga de volta para mim...
Quando meus olhos finalmente
se abrem, me entristeço,
de mim mesma me compadeço...
pois leio que essa estação é só de partida...
aqui não existe a placa chegada...
somente partida para o além...
somente fim de uma história de amor...
Somente fim de estrada!

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