Ele fica lá no quarto,
calado, inerte,
como um fantasma...
esperando a presa,
indefesa e pasma.
Passo prá lá e prá cá,
sem querer nem o olhar,
consciênte de seu propósito,
e sem o gostinho lhe dar.
Ele não é meu amigo...
As vezes, até útil comigo...
Mas, sempre a querer me mostrar
aquilo que reluto em olhar
e aceito, sem a ele chegar.
O meu tempo está naquele trambolho,
convencido da verdade me mostrar,
de tudo poder,
de não mentir prá agradar
e do perdido não trazer.
Só me vê por fora,
aquele bandido...
Com uma pedrinha inocente,
bem pichotinha,
eu o destruiria,
espelho maldito,
e ficaria somente
com meu eu bonito.
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