terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bestas medievais

Um barco com rodas, alado,

a voar na fantasia, dentro da noite...

Nuvens da tristeza,

Sem a lua,

Sem a tua,

Sem a minha presença...

Senti arrepio

Ao ouvir o pio

Do mocho da meia noite...

Cruzes de madeira,

Hora derradeira, pálida, triste,

Tive medo...

Embaixo o abismo,

Em cima o paraíso,

Gargalhadas de cinismo,

Ressoa o canto angelical,

O conflito do bem e do mal.

Voam setas das bestas medievais,

Talvez, dos Cavaleiros da Távola

do rei Artur.

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