Um barco com rodas, alado,
a voar na fantasia, dentro da noite...
Nuvens da tristeza,
Sem a lua,
Sem a tua,
Sem a minha presença...
Senti arrepio
Ao ouvir o pio
Do mocho da meia noite...
Cruzes de madeira,
Hora derradeira, pálida, triste,
Tive medo...
Embaixo o abismo,
Em cima o paraíso,
Gargalhadas de cinismo,
Ressoa o canto angelical,
O conflito do bem e do mal.
Voam setas das bestas medievais,
Talvez, dos Cavaleiros da Távola
do rei Artur.
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