...sublime, atenuante, vigilante
como a lua, declaro meus versos
abertos ao amor, ao amor madrigal,
ao amor feito purpurina,
flutuando, rodopiando,
nas valsas dos bandolins!
...é só acender o incenso,
e deixar a seda dançar
e viajar pelo seu corpo,
basta um olhar,
basta um único flertar,
para que se rompa o silêncio,
é paixão se faça oração,
seduzindo, entorpecendo,
calando a luz em refrões!
...ao repicar do sinos,
deixe a lágrima deslizar
e trazer a estrofe apaixonada
pelo seu rosto, pelo seu peito
abrindo-se em veludo,
basta um abraço,
e apenas um beijo,
daqueles de embriagar
a alma, nas naus,
nos vinhedos de uma pagina
na ebulição do amar!
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