terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ao Repicar da Paixão

...sublime, atenuante, vigilante

como a lua, declaro meus versos

abertos ao amor, ao amor madrigal,

ao amor feito purpurina,

flutuando, rodopiando,

nas valsas dos bandolins!


...é só acender o incenso,

e deixar a seda dançar

e viajar pelo seu corpo,

basta um olhar,

basta um único flertar,

para que se rompa o silêncio,

é paixão se faça oração,

seduzindo, entorpecendo,

calando a luz em refrões!


...ao repicar do sinos,

deixe a lágrima deslizar

e trazer a estrofe apaixonada

pelo seu rosto, pelo seu peito

abrindo-se em veludo,

basta um abraço,

e apenas um beijo,

daqueles de embriagar

a alma, nas naus,

nos vinhedos de uma pagina

na ebulição do amar!

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