As lembranças vêm soltas, alegres...
Uma criança de pernas longas e frágeis,
Mas que a vivacidade não deixava enfraquecer,
Fazendo traquinagens, estrepulias...
Para espanto dos pais, embora feminina,
Gostava de atuar como goleira sempre
No time de futebol dos irmãos e amigos,
Sempre deixando a bola escapar e entrar no gol!
Com pés descalços ou com tamandos de madeira,
Corria pelas ruas,algumas ainda sem calçadas,
Com o coração enriquecido pela liberdade,
E pela ausência de grandes responsabilidades...
Nos quintais com árvores frutíteras,
Que enfeitavam os quintais dos avós,
Escalava-las com um pouco de medo,
Mas saborear seus frutos ainda verdes era um prazer!
Não existia maldade nesse mundo infantil,
Meninos e meninas brincando juntos,
Compartilhando brincadeiras sem rótulos,
Observando, aprendendo, sendo feliz....
Voltando a esse passado não muito recente no tempo,
Sinto meu coração ainda com vontade de brincar,
Se soltar pipas, de percorrer os verdes campos,
De sair às ruas e se banhar com água de chuva!
Ah! minha alma com seu lado de criança,
Que não morreu, permanece intacta,
Alegre, desejando irresponsabilidades,
E somente brincar, ser feliz....
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