A caminhar pelas ruas estreitas do bom senso,
a moça foi se desvencilhando de suas fantasias,
com as quais, pela vida afora, fez parcerias,
nem sempre felizes, nem sempre profícuas...
Descobriu, (em tempo, se diga)
que a vida transcende ao sonho,
e para que ele não se torne incômodo, bisonho,
é preciso mergulhar na realidade, viver!
Ainda que pontiagudos e ameaçadores cacos de vidro,
espalhem-se por todo o caminho...
É preciso ir em frente, acompanhado ou sozinho,
para não se perder, para não morrer de tédio.
Olhou pela última vez, o seu reflexo no espelho.
Uma bela imagem!... Para a qual precisava dizer adeus,
Porque não era ela, os trajes não eram seus...
Era premente mergulhar... esquecer...
Ainda que isso equivalesse a encontrar o vazio...
Ou pior: o campo de batalha das suas ilusões,
onde jazeriam mortas, sem direito a precauções.
O tempo não concede moratória aos covardes!
Corajosamente, ela foi em frente!
O que aconteceu depois...
Só ela sabe...
Só ela sente...
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