segunda-feira, 9 de junho de 2008

PAZ

Quando nos afastamos do sereno viver do amor,

Ficamos vulneráveis ao desequilíbrio, ao sofrer,

A visão da nossa mente se torna míope, confusa.

Advém, daí, a opacidade de insólita tristeza...

Invade-nos uma letargia, faltam-nos cor e brilho

De um viver sobranceiro, com o elã do entusiasmo.




Para se romper os óbices, essa apatia, esse marasmo

E recuperarmos a paz interior, causa do desequilíbrio,

Devemos criar expectativas e metas nos nossos ideais,

Que justifiquem um viver saudável, feliz e, muito mais,

Termos a coerência e o zelo para no espólio derradeiro,

Quando chega a ultrapassagem do real para o vácuo...



Se hoje, pelo nossos caminhos, optamos pela retidão

Por que temeridade com o fim, enigma dessa jornada?

Não haverá mas sorrisos, apenas a dor remanescente.

Mas, nas leis divinas do transcendental, háverá assaz,

Os créditos das alíneas dos códigos santos dos crentes,

Então, ressoará o hino dos anjos, a ladainha da paz...

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