quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O POMBO CINZENTO !

No asfalto quente tomba machucado ...

Penas e mais nada .

Pobre pombo cinzento,

dos porões e telhados urbanos ,

piolhento !

Se fosse ao menos um condor

tê-lo-iam visto sucumbir ...

Ou um minúsculo beija-flor, conhecido

colibri !

Se não tivesse essa cor e fosse

branco da paz ,

talvez alguém o soltasse nos tempos

de violência ,

com esperança de que o amor vença a truculência ...

Sua cor não ajuda .É marginalizado !

Mendiga por migalhas nas calçadas .

A vida em comum tem muita semelhança .

Como estariam as nossas crianças ?

O preconceito racial ?

Se fosse um curió estaria em qualquer

quintal ...

No entanto, padece no asfalto quente aos

olhares de um bando de gente,

como padecem os mendigos pelas calçadas

sem família e morada ...

Pudera ! Não foi um canário do reino ou cotovia !

Nasceu cinza ...

Não fosse a cena bela ,

que meus olhos testemunharam ,

meu dia seria sem graça !

Um bando de meninos de rua levaram-no

ao chafariz lá da praça ...

Deram-lhe água no bico ,

refrescaram suas penas !

Depois jogaram-no ao céu que estava azul e

seguiu rumo ao sul ...

Perdeu-se entre os edifícios !

A piedade venceu a truculência ,

o amor venceu a violência !

Afinal , eram tão parecidos ...

os meninos de rua e o pombo ferido

1 comentário:

Wolf ☣ Haltz disse...

Hey, gostei muito mesmo deste texto e publiquei no meu blog(http://imthekillerwolf.blogspot.com.br/2012/06/pombos-pela-cidade.html), só estou avisando por avisar.