Só me restava em lágrimas orar
Prostrada em prantos, ouvir o clamor
Dos ímpios que, em sarcasmo, o Redentor
Levavam d’arrasto a crucificar
Eram Suas dores o meu martírio...
Contra os algozes a minha revolta;
De mim, vontade de os matar se solta
Pecando também eu nesse delírio
Da coroa d’espinhos era o meu sangue
Que jorrava; e ao Santo Pai ligados,
Carne em fogo, meus membros perfurados
Aos pés da Mãe que via o Filho exangue
Morrer com Ele, a ânsia que eu sentia
Ignorante d' ALELUIA q'adviria
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