sábado, 11 de abril de 2009

UNIDA À DOR DO CRISTO

Só me restava em lágrimas orar

Prostrada em prantos, ouvir o clamor

Dos ímpios que, em sarcasmo, o Redentor

Levavam d’arrasto a crucificar



Eram Suas dores o meu martírio...

Contra os algozes a minha revolta;

De mim, vontade de os matar se solta

Pecando também eu nesse delírio



Da coroa d’espinhos era o meu sangue

Que jorrava; e ao Santo Pai ligados,

Carne em fogo, meus membros perfurados



Aos pés da Mãe que via o Filho exangue

Morrer com Ele, a ânsia que eu sentia

Ignorante d' ALELUIA q'adviria

Sem comentários: