domingo, 19 de abril de 2009

O MÍSTICO E SUA VIDA

Para muitas pessoas, no seu falho entender,

o místico é um bruxo, um feiticeiro,

um mágico com poderes esotéricos extras sensoriais.

Esse conceito não é verdadeiro.

Na verdade, o místico é um ser humano

comum, como todos os outros,

diferenciando-se apenas, talvez,

pela sua auto estima e respeito

pelo seu semelhante,

independente de credo, raça ou cor.



O místico não porta armas naturais,

por que sua arma já vem postada

no coldre de sua conduta.

Sua presença desarma qualquer fúria,

por que sua aura de paz e amor, expande-se

envolvendo seu redor.



O místico não pega em armas

para ameaçar os chamados filisteus da injúria,

da política, dos credos e das religiões.

Ele não se envolve em contendas,

nem tenta diminuir os valores

das virtudes práticas, ou dos poderes racionais e constituidos.

O místico respeita a ciência como um todo,

por que esta, é o caminho para o conhecimento

e descobrimento do bem, em prol da humanidade.



O místico sabe, por que é sábio,

sem se importar com o orgulho de o ser,

por que seu conhecimento avançou além das lendas,

e por que sua inteligência abraçou a humildade do saber,

tornando-se discípulo do seu mestre interior,

sabendo ele, que é um

descendente da raça imortal,

absorvendo essências dos fluidos angelicais.

O seu amor está além dos costumes mundanos,

e sua paz é a argamassa edificante do alicerce

para um mundo melhor.

Suas dores não o inquietam,

por que despertam-lhe o sentido da vida.



O místico viaja na sua própria saudade,

quando necessita aquietar sua recordação,

e busca as alegrias residentes em seu

próprio coração.

E assim, o místico não se dá a conhecer,

a não ser pela conduta do seu bem viver

Sem comentários: