Para muitas pessoas, no seu falho entender,
o místico é um bruxo, um feiticeiro,
um mágico com poderes esotéricos extras sensoriais.
Esse conceito não é verdadeiro.
Na verdade, o místico é um ser humano
comum, como todos os outros,
diferenciando-se apenas, talvez,
pela sua auto estima e respeito
pelo seu semelhante,
independente de credo, raça ou cor.
O místico não porta armas naturais,
por que sua arma já vem postada
no coldre de sua conduta.
Sua presença desarma qualquer fúria,
por que sua aura de paz e amor, expande-se
envolvendo seu redor.
O místico não pega em armas
para ameaçar os chamados filisteus da injúria,
da política, dos credos e das religiões.
Ele não se envolve em contendas,
nem tenta diminuir os valores
das virtudes práticas, ou dos poderes racionais e constituidos.
O místico respeita a ciência como um todo,
por que esta, é o caminho para o conhecimento
e descobrimento do bem, em prol da humanidade.
O místico sabe, por que é sábio,
sem se importar com o orgulho de o ser,
por que seu conhecimento avançou além das lendas,
e por que sua inteligência abraçou a humildade do saber,
tornando-se discípulo do seu mestre interior,
sabendo ele, que é um
descendente da raça imortal,
absorvendo essências dos fluidos angelicais.
O seu amor está além dos costumes mundanos,
e sua paz é a argamassa edificante do alicerce
para um mundo melhor.
Suas dores não o inquietam,
por que despertam-lhe o sentido da vida.
O místico viaja na sua própria saudade,
quando necessita aquietar sua recordação,
e busca as alegrias residentes em seu
próprio coração.
E assim, o místico não se dá a conhecer,
a não ser pela conduta do seu bem viver
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