sábado, 18 de abril de 2009

APENAS ALGO EFÊMERO O SEXO SEM AMOR...

Pode parecer estranho falar em sexo sem amor, pois quando se fala em sexo, o primeiro em que se pensa, é no amor, que é a principal fonte de estímulo para o sexo, embora possamos praticar o sexo apenas movidos pela desejo, sem que haja amor, e mesmo assim ser algo muito prazeroso, desde que bem feito, e com a consciencia de sua efemeridade.



Quando estamos na companhia da pessoa amada, o desejo sexual surge com naturalidade, e mesmo com o correr do tempo, quando a força da paixão arrefece, e o desejo parece diminuir, se houver amor, embora possa não ser tão intenso, o arrefecimento não é bem assim, pois desde que se saiba levar uma relação, a passagem do tempo pode até mesmo provocar um aumento na intensidade do desejo.Basta que se saiba vivenciar esse amor.



Falando-se de sexo sem amor, a primeira coisa que nos vem à cabeça, são as “profissionais do sexo”, autênticas mestres na arte de dar prazer sem envolvimento emotivo. São capazes de levar os parceiros à loucura, dando-lhes prazer intenso, e no momento seguinte já estão com outro, e com os mesmo resultados. Contudo, o sexo sem amor não é apenas domínio das profissionais (e dos profissionais também...).



Acontece também no dia a dia, envolvendo pessoas que nada tem de profissionais, mas que apenas em determinados momentos não conseguem segurar seus instintos, e cedem a um desejo surgido sem que saiba porque. Apesar de não existir amor entre eles, sabendo dar o devido enfoque, pode ser algo muito gostoso de ser vivido. Muitas vezes sentimos uma atração muito forte por uma pessoa, e movidos por esse desejo, queremos beijar, transar, gozar, mas não sentimos amor... Perguntamo-nos se poderá ser válido extravazar esse chamado dos instintos, se não deixará sequelas para o futuro.



Na realidade, dependendo de circunstâncias, claro, não se deve fugir de tais aventuras, para não ficar com a imaginação trabalhando sobre se poderia ou não ter sido algo de bom, agradavel e prazerosamente vivido.



É apenas uma paixão momentânea, que o sexo satisfaz, e pode até mostrar que existe algo mais além da atração carnal. São coisas da vida, que geralmente acontecem quando menos se espera, pegando-nos desprevenidos. Para que não seja uma coisa mecânica, temos que saber sentir o momento, quando aquela pessoa que está conosco, deve ser a pessoa que mais queremos na vida, apesar de ser simplesmente uma aventura de momento, pois o sexo, mesmo sem amor, tem que ser vivido com intensidade. Assim, o prazer atingido não será apenas produto de algo mecanicamente feito, mas de um desejo imperioso, envolvendo a ambos.



Como faz parte da vida, e foi algo que surgiu sem ter sido buscado, talvez o melhor seja viver essa louca aventura. Contudo, não podemos nos envolver emocionalmente, pois é apenas uma aventura de ocasião, e, entrando nela com essa idéia, de apenas ir fundo nessa aventura, mas sem planos para o futuro. Simplesmente, viver o momento.



O sexo sem amor pode ser perigosamente envolvente. Ao vive-lo temos que estar bem conscientes que devemos deixar as emoções de lado, e apenas viver o prazer que essa aventura nos poderá proporcionar. Podemos nos machucar seriamente se nos deixarmos envolver pelo entusiasmo, principalmente se o mesmo não ocorrer com nossa eventual parceria, e aí então, tudo poderá se complicar. São as aventuras que podem deixar marcas profundas em nosso viver. Se nos resolvermos a encarar a fera de frente, temos que tomar muito cuidado.



E com estas recomendações, desejo a todos UM LINDO DIA.

1 comentário:

Valeria Mudita disse...

o que vc observa está perfeito, mas eu sinto que o efêmero do sexo sem amor é quando nós não conseguimos abraçar nosso instinto e aceita-lo com o nosso próprio amor e compaixão, ou seja, na sua essência. Não é o outro que nos deu prazer, ele/ela foi apenas nosso interlocutor para encontrarmos, sentirmos o amor. Por isso, não há o que temer a respeito de emoções negativas como sentir-se rejeitada, enganada, traida, não "correspondida/o", mas simplesmente observar o emaranhado de sensações ora agradáveis, ora desagradáveis que o instinto ( a fera ) nos provoca e, humildemente, agradecer pela experiência que fez com que nos sentíssemos mais vivos, alegres e vibrantes! com carinho, Mudita