Do meu Senhor de todos os saberes
Pude beber na sua santa chama
E nesse fogo arder posto quem ama
Ser escravo fiel aos seus quereres.
Flor ígnea, ter-vos-á ainda, eu possa
Viver no credo e ao me sentir inteira
A vós submetida - a amante vossa
Negar-vos quantas vezes eu me queira.
Se não vos posso ver como presença
Tão pouco do saber ainda me resta
Às cegas tatear a vossa essência.
De mim jamais direi o amor que tive
Nem do fogo a arder o esquecimento
Nas dores do morrer que o Amor vive.
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