quinta-feira, 5 de junho de 2008

Cortesia

Silêncios à boca habitam

Bem os sei d’onde me vêm

Dos braços que me evitam

De um amor que vivo sem.







Quem me fita além do riso

Sente além do riso... e cala

Cala e sente o indiviso

Do Lugar que a falta fala.







Sendo o amanhã e fores

Evocar letra e memória

As doçuras dos alfajores

Contarão a nossa história.







E do instante utopia

Do teu amor a me amar

Mais, não foi... Só cortesia

Que a vida deixou-me ao passar...

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