terça-feira, 17 de junho de 2008

CINZAS

Nasci no seio da noite, alheia às cinzas, quarta-feira, varal de serpentinas.
Nasci de amor descompromisso, sozinha, me criei.


Nasci madrugada pós carnaval, orvalhada e serena, silenciosa.
E sei que vou passar a vida toda buscando entre máscaras diárias,

o teu riso-cuíca perdido nalguma confluência de avenidas.

Fico agora, fiando momentos, arabescando frases,

grafando poemas com gravetos na areia molhada que o mar vem lamber...



Sabendo que não vou, nunca mais, te esquecer.

Sem comentários: