Nasci no seio da noite, alheia às cinzas, quarta-feira, varal de serpentinas.
Nasci de amor descompromisso, sozinha, me criei.
Nasci madrugada pós carnaval, orvalhada e serena, silenciosa.
E sei que vou passar a vida toda buscando entre máscaras diárias,
o teu riso-cuíca perdido nalguma confluência de avenidas.
Fico agora, fiando momentos, arabescando frases,
grafando poemas com gravetos na areia molhada que o mar vem lamber...
Sabendo que não vou, nunca mais, te esquecer.
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