quinta-feira, 10 de abril de 2008

Solidão

Quando a noite vem e joga seu manto,
Sobre a saudade que morou no dia,
Fica o vazio como um acalanto,
De tudo que sonhei e tanto queria.

Sem desespero e menos qualquer pranto,
Afago a solidão e a sua ousadia,
No atrevimento de invadir meu canto,
Tão insensível e sem qualquer magia.

Chegam fantasmas numa fila indiana,
Acomodam-se todos na salinha,
Nesse momento já não é mais minha...

Roubam-me a identidade, sou cigana...
Sobrevoando o sonho e a fantasia,
Meu grande amor abraço em poesia!

Sem comentários: