Quando a noite vem e joga seu manto,
Sobre a saudade que morou no dia,
Fica o vazio como um acalanto,
De tudo que sonhei e tanto queria.
Sem desespero e menos qualquer pranto,
Afago a solidão e a sua ousadia,
No atrevimento de invadir meu canto,
Tão insensível e sem qualquer magia.
Chegam fantasmas numa fila indiana,
Acomodam-se todos na salinha,
Nesse momento já não é mais minha...
Roubam-me a identidade, sou cigana...
Sobrevoando o sonho e a fantasia,
Meu grande amor abraço em poesia!
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