Fiz de mim camaleão! Imperceptível deixei de existir, camuflei sentimentos em cores pardas sem alarde, me esquivei, me
preparei para continuar.
Fingi não estar ali, e despercebido passei densas neblinas, tempestivas areias e pântanos sombrios, encontraria repouso no
vasto verde das colinas.
E entre cores, imaginei brancas asas de um sonho, e o sonho era escarlate de abatida esperança, prisma que o amor alcança.
Fiz de mim ilusão! Por ser criança, decidi ser feliz,
enquanto amigo me fiz das dores.
Busquei luz no final de arco-íris, percebi de onde jorravam as
cores.
Perdi-me nas brumas de um desconhecido mar, segui uma rota,
um veleiro a navegar.
Parei na noite e a noite era fria, pedia um calor de abraço desses
que só os braços de quem ama pode aquecer.
Busquei as cores do vento, caricias e alento, um abrigo um amigo.
Acho que amei, enquanto você dormia, acho que me despi de
todo impuro enquanto você me perdia.
Fiz de mim uma verdade! Verdade que menino fala e sente, mente ingênua de acreditar, uma insignificante visão de criança.
Lembrei da liberdade, essa liberdade que entregue a monotonia camufla a vida e assim faz você também se parecer camaleão.
Bem eu sei que amei, bem eu sei que sorri!
E quando exposto fui ferido, e horas escondido, me vi protegido, regressei abatido, queria por mim e por você , viver.
Assim me fiz camaleão
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