quinta-feira, 10 de abril de 2008

ASSIM ME FIZ CAMALEÃO

Fiz de mim camaleão! Imperceptível deixei de existir, camuflei sentimentos em cores pardas sem alarde, me esquivei, me

preparei para continuar.

Fingi não estar ali, e despercebido passei densas neblinas, tempestivas areias e pântanos sombrios, encontraria repouso no

vasto verde das colinas.

E entre cores, imaginei brancas asas de um sonho, e o sonho era escarlate de abatida esperança, prisma que o amor alcança.

Fiz de mim ilusão! Por ser criança, decidi ser feliz,

enquanto amigo me fiz das dores.

Busquei luz no final de arco-íris, percebi de onde jorravam as

cores.

Perdi-me nas brumas de um desconhecido mar, segui uma rota,

um veleiro a navegar.

Parei na noite e a noite era fria, pedia um calor de abraço desses

que só os braços de quem ama pode aquecer.

Busquei as cores do vento, caricias e alento, um abrigo um amigo.

Acho que amei, enquanto você dormia, acho que me despi de

todo impuro enquanto você me perdia.

Fiz de mim uma verdade! Verdade que menino fala e sente, mente ingênua de acreditar, uma insignificante visão de criança.

Lembrei da liberdade, essa liberdade que entregue a monotonia camufla a vida e assim faz você também se parecer camaleão.

Bem eu sei que amei, bem eu sei que sorri!

E quando exposto fui ferido, e horas escondido, me vi protegido, regressei abatido, queria por mim e por você , viver.

Assim me fiz camaleão

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