segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não é fácil...

Não é fácil... mas é preciso!

Continuar sorrindo, dia após dia, fingindo alegria.

Apalpar suavemente as cicatrizes, que já não sangram mais,

para dar o conforto que precisam, o afago...



Não é fácil... mas é necessário!

Fingir que os violinos tocam nas horas mortas,

ser o bobo da corte, sem corte, esperando a morte,

e fazendo rir, todos aqueles que querem chorar...



Às vezes parece impossível!...

O vento passa pela janela formando redes sem fim,

o coração quer sair, libertar-se, mergulhar no vazio...

Chama a alma, mas ela se enrijece e se nega a seguí-lo...



E nasce um novo dia... sempre tão velho!

As lembranças invadem a sala, como revoada de andorinhas...

São tão bonitas! Tão meninas!... mas depressa vão embora.

Fica só o silêncio, carrancudo e tenso, inerte num canto...



É assim, bem assim... quando alguém parte sem dizer adeus.

Por falta de tempo ou de senso... algum dia, em algum lugar,

será possível saber e quem sabe compreender...

Mas não é fácil essa compreensão! Não é fácil...

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