quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Não pretendi

Não pretendi

ser importante,

ser o ar,

a árvore onde as crianças

brincam, se escondem.

Não quis ser o marco da primavera,

não queria iludir,

tentei não machucar,

mas também não pretendi

ser um algo de pano esquecido,

quase amarelo, jogado,

como estou me sentindo!



Não existe um meio termo

que não me sinta na balança

entre fui amiga, fui seca,

dei esperança?

Sempre este receio?!



Numa vida corrida como esta

só se vê direito

quando a amizada já se findou,

está perdida..



Por que neste Universo tão imenso

uma pedra com a outra se encontrou?



Não pode ser para tirar mais uma aresta,

e um dia virar seixo?



Se sabe a idade da pedra

ao ver o quando está lisinha,

de tanto que ela rolou.

O quando o mar lhe segredou..



Portanto amigo,

vamos esbarrar um no outro

sem precisar ficar juntinhos.




Não pretendi ser a árvore

onde as crianças se escondem,

mas se gritar daqui, eslas

me ouvem, respondem!

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