Esta inquietação que me abafa,
Explode meu peito de dor,
e torna a vida sem cor.
Meus olhos que não te encontram,
por mais que viajem o céu...
Esta doída ansiedade
de não saber-te, mais aqui...
Isto se chama...saudade!
O abraço , cheirando à vácuo.
O beijo que não ganhei.
É como um papel de embrulho
amassado, jogado ao léu,
é a triste estória de um fado,
dedilhado num bordel.
É um ir que jamais encontra
o desvio prá retornar.
É uma angústia reprimida
Da vida, a falsidade...
Isto se chama ...saudade!
Saudade do dia que se foi
e do que não amanheceu.
De tudo que não mais tenho
De tudo que já foi meu.
Que sangra meu peito adentro
Numa sinfonia ardil,
Que me faz invocar Deus
Em tudo que creio vil
Ao que Ele sempre responde
Aceite a realidade...
Isto se chama Saudade!
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