quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ontem...

Não tinha estrelas na noite fria,

nenhuma luz brilhava, apenas seus olhos,

uma fome invadia os corpos por inteiro,

eram estações do ano, todas em nós.





O ar estava parado entre nossas bocas,

apenas o hálito do beijo rondava,

as mãos corriam os escondidos extremos,

sem hora de acabar, só o prazer pra começar.





Não precisamos de palavras, nem sussurros,

seguro forte pedaços do corpo que tomo,

invado sem pedir, simplesmente quero e vou,

não admito não, gemidos sim e mais alguns pedidos.





Ontem tínhamos duas vidas e um corpo faminto,

hoje apenas saudade e um sim definido,

recados escritos em manchados lençóis de linho,

onde o prazer pulsa do desejo anunciando mais.





Se amanhecer saudade, vem, tira a roupa e fica,

deixa latejar suas vontades perto das minhas,

o resto é céu, bem assim como começamos ontem,

o mágico efeito de ser o homem da mulher.

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