Uma agonia me consome enquanto não sinto você,
fenece a vida em branco na vastidão da verde ilha,
cega o brilho da constelação se tal estrela não vê,
encolhe a alma se os meus olhos perdem-se desta trilha.
Na falha da voz e no sentido do vento que soa um nome,
abro a cancela e sinto na brisa um odor conhecido;
atenta ao rumor, envolvo-me ao chamado de sua fome,
pulsa no coração a estafa em meu corpo rendido.
Nalguma floresta de insônia, aquém de minha andança,
ora sou o pranto, outrora a fingidora insensível;
contudo o amaro da melancolia teme a chegança,
umedecendo os anseios nas lágrimas do impossível.
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