sexta-feira, 6 de junho de 2008

Eu te amo

“Eu te amo...”
É tão fácil pensar, dizer, poetar...
Difícil é provar!
Junto com as palavras "Eu te amo” ·
não segue em anexo (mas deveria)
o compromisso tácito de:
cuidar com ternura...
Zelar com esmero...
Prestar assistência,
Física, mas principalmente espiritual...
Compreender em todos os momentos...
Perdoar sempre...
Preservar a liberdade,...
Ser presente todo o tempo,
ainda que em pensamento...
Etc... etc... etc...

Entretanto,
"Eu te amo”, tornou-se apenas,
uma frase bonita,
banalizada ao extremo,
desrespeitada, na quinta essência da palavra,
na sua grandiosidade,
na sua única verdade:
- Expressar o amor!

"Eu te amo!”.
E depois...?

Onde estão os atos decorrentes,
que tornam essas palavras coerentes?
Onde está a seriedade de se amar de verdade?

"Eu te amo...”
Não diga isso, se não sente realmente!
Se não está disposto a se doar,
a colocar acima de tudo, o bem estar de quem ama,
ou então estará, incontestavelmente,
violentando a expressão:
"Eu te amo”.

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