Invade-me a nostalgia... ou é tristeza?
Que importa se não sei diferenciar?
Se tanto uma como a outra são certeza
de minha renúncia em querer te olvidar?
Agitas minha alma... ou minha cabeça?
Que importa se ambas querem recordar?
Se aceitam a saudade com inteireza,
e frágil como sou, fico a chorar?
Assusta-me essa estranha dependência,
furtiva, agarrando-se à minha mente,
fruto talvez, de minha complacência.
Lutam a razão e o subconsciente:
eu quero estar ausente em tua presença,
em tua ausência estás sempre presente.
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