segunda-feira, 23 de junho de 2008

ESTRANHA DEPENDÊNCIA

Invade-me a nostalgia... ou é tristeza?

Que importa se não sei diferenciar?

Se tanto uma como a outra são certeza

de minha renúncia em querer te olvidar?


Agitas minha alma... ou minha cabeça?

Que importa se ambas querem recordar?

Se aceitam a saudade com inteireza,

e frágil como sou, fico a chorar?


Assusta-me essa estranha dependência,

furtiva, agarrando-se à minha mente,

fruto talvez, de minha complacência.


Lutam a razão e o subconsciente:

eu quero estar ausente em tua presença,

em tua ausência estás sempre presente.

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