Ante o inevitável, tudo estava dito,
e antes de pensares, tudo já falara,
porém, passado o ânimo exaltado,
te arrependeste do que declarara.
Não és mais dono do que proferiste;
és uma parte a mais do mecanismo
que te escraviza e logo se faz carne
de tua própria palavra em desatino.
Agora, já passado um longo estio,
há um presságio que dá calafrios,
e algo te diz que inevitavelmente,
virão ainda alguns invernos frios.
Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres Marylise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ceres Marylise. Mostrar todas as mensagens
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
MEU RIO
Nas águas tranquilas do meu rio,
eu levantava velas, navegava,
e adormecia a contar estrelas
na ilha onde sempre acampava.
Das suas cristalinas correntezas
fluíam melodias que embalavam
os meus pequenos sonhos de bravura:
ali estava meu país de equidade.
Nas peregrinações de minha mente,
somente seres bons as habitavam,
inofensivos ao mundo como eu,
uma criança sempre deslumbrada!
Vários foram meus anos de ausência,
e hoje encontro o meu rio diferente,
abandonado, estreito, maltratado...
também envelheci, naturalmente.
Aqui estou a contemplar nosso cansaço,
nosso ocaso refletido em suas águas,
onde o tempo já mostra suas cinzas
na solitária noite dos meus passos.
eu levantava velas, navegava,
e adormecia a contar estrelas
na ilha onde sempre acampava.
Das suas cristalinas correntezas
fluíam melodias que embalavam
os meus pequenos sonhos de bravura:
ali estava meu país de equidade.
Nas peregrinações de minha mente,
somente seres bons as habitavam,
inofensivos ao mundo como eu,
uma criança sempre deslumbrada!
Vários foram meus anos de ausência,
e hoje encontro o meu rio diferente,
abandonado, estreito, maltratado...
também envelheci, naturalmente.
Aqui estou a contemplar nosso cansaço,
nosso ocaso refletido em suas águas,
onde o tempo já mostra suas cinzas
na solitária noite dos meus passos.
domingo, 4 de julho de 2010
TEMPORAL
E veio assim, de repente,
aquele estranho rumor,
agigantou-se num estrondo,
trazendo frio e temor.
Era um temporal em fúria
a espalhar-se no espaço,
rompendo o ventre da noite
com os seus raios de aço.
Surpreendidos corremos
à procura de um abrigo
e um casebre abandonado
nos acolheu aquecido.
Enquanto o vento lá fora
uivava inclemente, a sós,
a chuva encharcava a Terra,
já tão úmida de nós.
aquele estranho rumor,
agigantou-se num estrondo,
trazendo frio e temor.
Era um temporal em fúria
a espalhar-se no espaço,
rompendo o ventre da noite
com os seus raios de aço.
Surpreendidos corremos
à procura de um abrigo
e um casebre abandonado
nos acolheu aquecido.
Enquanto o vento lá fora
uivava inclemente, a sós,
a chuva encharcava a Terra,
já tão úmida de nós.
sábado, 3 de julho de 2010
TEUS CAMINHOS
Seguirei Teus caminhos
aprendendo a não temer
a demora das tramas...
um limpo manancial
saciará minha sede
e pela areia das praias,
seguirei.
Mergulharei no mar
de espumosas ondas,
sob os raios do sol,
me encherei de luz.
Ao chegar a noite,
com o brilho das estrelas,
dormirei.
Das altas e azuladas
brumas das montanhas,
contemplarei as nuvens,
os pássaros voando,
a vida palpitante,
e lançarei bem distante
dissabores e pesares.
Sou insignificante,
ínfimo grão no infinito,
nada tenho de importante...
quero apenas ser livre
como a natureza,
para a qual estendes
Vossas amorosas mãos.
E na primavera,
estação sonhada,
tomara fosse eterna,
na brisa amena dos ventos,
qual branca ave voarei
e mais perto de Ti,
eu chegarei.
aprendendo a não temer
a demora das tramas...
um limpo manancial
saciará minha sede
e pela areia das praias,
seguirei.
Mergulharei no mar
de espumosas ondas,
sob os raios do sol,
me encherei de luz.
Ao chegar a noite,
com o brilho das estrelas,
dormirei.
Das altas e azuladas
brumas das montanhas,
contemplarei as nuvens,
os pássaros voando,
a vida palpitante,
e lançarei bem distante
dissabores e pesares.
Sou insignificante,
ínfimo grão no infinito,
nada tenho de importante...
quero apenas ser livre
como a natureza,
para a qual estendes
Vossas amorosas mãos.
E na primavera,
estação sonhada,
tomara fosse eterna,
na brisa amena dos ventos,
qual branca ave voarei
e mais perto de Ti,
eu chegarei.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
SEREIA
Iça velas, zarpa em teu navio
navega-me esta noite enamorado!
Solta o timão, atende ao teu arbítrio
e deixa-te percorrer no mar bravio.
Soçobra por meu mar amotinado,
encalha o teu corpo junto ao meu!
Atira a âncora sem medo e calafrio
e sulca as ondas do meu amor molhado.
Apagarei o farol dos grandes mares,
alisarei a areia de uma praia
e abraçarei teu corpo renascida.
Fundirei teu navio aos meus pesares
e o teu amor, para que não te afastes,
amarrarei com os cabos de minha vida.
navega-me esta noite enamorado!
Solta o timão, atende ao teu arbítrio
e deixa-te percorrer no mar bravio.
Soçobra por meu mar amotinado,
encalha o teu corpo junto ao meu!
Atira a âncora sem medo e calafrio
e sulca as ondas do meu amor molhado.
Apagarei o farol dos grandes mares,
alisarei a areia de uma praia
e abraçarei teu corpo renascida.
Fundirei teu navio aos meus pesares
e o teu amor, para que não te afastes,
amarrarei com os cabos de minha vida.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
SOLITUDINE
Que dor é essa, cujo fio invisível
tece a trama que aperta o coração
e nos chega dessa forma tão sutil
se apossando do que ainda não existe?
Que dor é essa que joga com a ausência
da esperança que é sempre fugitiva,
e friamente nos prende em sua rede
produzindo uma terrível dependência?
Que dor é essa tão amarga e tão antiga
que bebemos nas taças mais profundas,
saboreamos lentamente, gole a gole,
e chega forte, se instala, nem avisa?
tece a trama que aperta o coração
e nos chega dessa forma tão sutil
se apossando do que ainda não existe?
Que dor é essa que joga com a ausência
da esperança que é sempre fugitiva,
e friamente nos prende em sua rede
produzindo uma terrível dependência?
Que dor é essa tão amarga e tão antiga
que bebemos nas taças mais profundas,
saboreamos lentamente, gole a gole,
e chega forte, se instala, nem avisa?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
DIAS DE DOMINGO
Sempre aos domingos, as recordações,
de quando a vida era mais calma e bela,
da juventude com amigas tagarelas.
As canções tinham muito mais sentido,
eram muito, muito mais bonitas,
e as cantávamos felizes, reunidas.
Os lamentos, se existiam, eram poucos,
ingenuamente cultivávamos temor
sobre tabus e tantas coisas bobas.
Suspiros prolongados de inocência,
dividíamos sonhos, confidências,
e com certeza, seríamos felizes!
Os namoricos, sempre assustados,
beijos ligeiros, todos escondidos:
medo do irmão e do papai zangados.
Elvis Presley e Roberto enlouqueciam,
dançávamos rock, canções de nostalgia,
em cada festa, um vestido ou fantasia.
Ao nosso lado sempre vigilantes,
pais, irmãos e tios, que chatice...
ninguém podia cometer deslize!
A vida, aos poucos, foi nos separando,
e a areia do tempo apagando,
nossos passos muito tempo divididos.
Cada uma tomou rumo distinto,
e na ânsia de seguir o seu destino,
muitas tiveram os sonhos destruídos.
Algumas, parece, se realizaram,
muitas, buscam ainda encontrar-se
e outras, dependentes, se acomodaram.
Ah! como hoje sinto suas faltas!
Ah! esta lágrima furtiva
em minha face!
de quando a vida era mais calma e bela,
da juventude com amigas tagarelas.
As canções tinham muito mais sentido,
eram muito, muito mais bonitas,
e as cantávamos felizes, reunidas.
Os lamentos, se existiam, eram poucos,
ingenuamente cultivávamos temor
sobre tabus e tantas coisas bobas.
Suspiros prolongados de inocência,
dividíamos sonhos, confidências,
e com certeza, seríamos felizes!
Os namoricos, sempre assustados,
beijos ligeiros, todos escondidos:
medo do irmão e do papai zangados.
Elvis Presley e Roberto enlouqueciam,
dançávamos rock, canções de nostalgia,
em cada festa, um vestido ou fantasia.
Ao nosso lado sempre vigilantes,
pais, irmãos e tios, que chatice...
ninguém podia cometer deslize!
A vida, aos poucos, foi nos separando,
e a areia do tempo apagando,
nossos passos muito tempo divididos.
Cada uma tomou rumo distinto,
e na ânsia de seguir o seu destino,
muitas tiveram os sonhos destruídos.
Algumas, parece, se realizaram,
muitas, buscam ainda encontrar-se
e outras, dependentes, se acomodaram.
Ah! como hoje sinto suas faltas!
Ah! esta lágrima furtiva
em minha face!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
SONHOS
Através dos sentimentos resguardados,
Vemos tão claro que quase é impossível
Crer que tudo não passa de um sonho.
Na verdade, sonhamos acordados
Porque ele nos leva a algum lugar
Que não é nosso e nada conhecemos.
Os olhos fechados nos transportam
Ao refúgio do que somos nesta vida,
E ali ficamos sem que alguém nos siga.
Não há palavras, somente o pensamento
Que nos conduz sem se importar com o tempo
Porque não há idade para os sonhos.
Não são dias, não são meses, não são anos,
Que decidem nossas vidas, nossos planos,
Porque sonhando, sempre persistimos:
Em reter a emoção por mais instantes
Na fumaça de um cigarro que fumamos,
E com ela, a arquitetura desse sonho.
Vemos tão claro que quase é impossível
Crer que tudo não passa de um sonho.
Na verdade, sonhamos acordados
Porque ele nos leva a algum lugar
Que não é nosso e nada conhecemos.
Os olhos fechados nos transportam
Ao refúgio do que somos nesta vida,
E ali ficamos sem que alguém nos siga.
Não há palavras, somente o pensamento
Que nos conduz sem se importar com o tempo
Porque não há idade para os sonhos.
Não são dias, não são meses, não são anos,
Que decidem nossas vidas, nossos planos,
Porque sonhando, sempre persistimos:
Em reter a emoção por mais instantes
Na fumaça de um cigarro que fumamos,
E com ela, a arquitetura desse sonho.
Ó DEUS, AGORA!
Neste mundo cruel e tão injusto,
de todos contra todos, diariamente,
o poderio, seu jugo dita insano,
e eu, cada vez mais, sou impotente!
Clamo por Deus que vive nas Alturas,
em sua Trindade, atônito e aflito.
Clamam também, milhões de criaturas,
entregues pela vida, ao inimigo.
Por que tanto horror, tanta miséria,
catástrofes demais e violência?
Ó Deus, faz breve a nossa longa espera!
Não noutra vida, ainda tão remota,
nem amanhã, nem logo, nem outra hora,
mas que venha sem tardar... agora!
de todos contra todos, diariamente,
o poderio, seu jugo dita insano,
e eu, cada vez mais, sou impotente!
Clamo por Deus que vive nas Alturas,
em sua Trindade, atônito e aflito.
Clamam também, milhões de criaturas,
entregues pela vida, ao inimigo.
Por que tanto horror, tanta miséria,
catástrofes demais e violência?
Ó Deus, faz breve a nossa longa espera!
Não noutra vida, ainda tão remota,
nem amanhã, nem logo, nem outra hora,
mas que venha sem tardar... agora!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
DIAS DE DOMINGO
Sempre aos domingos, as recordações,
de quando a vida era mais calma e bela,
da juventude com amigas tagarelas.
As canções tinham muito mais sentido,
eram muito, muito mais bonitas,
e as cantávamos felizes, reunidas.
Os lamentos, se existiam, eram poucos,
ingenuamente cultivávamos temor
sobre tabus e tantas coisas bobas.
Suspiros prolongados de inocência,
dividíamos sonhos, confidências,
e com certeza, seríamos felizes!
Os namoricos, sempre assustados,
beijos ligeiros, todos escondidos:
medo do irmão e do papai zangados.
Elvis Presley e Roberto enlouqueciam,
dançávamos rock, canções de nostalgia,
em cada festa, um vestido ou fantasia.
Ao nosso lado sempre vigilantes,
pais, irmãos e tios, que chatice...
ninguém podia cometer deslize!
A vida, aos poucos, foi nos separando,
e a areia do tempo apagando,
nossos passos muito tempo divididos.
Cada uma tomou rumo distinto,
e na ânsia de seguir o seu destino,
muitas tiveram os sonhos destruídos.
Algumas, parece, se realizaram,
muitas, buscam ainda encontrar-se
e outras, dependentes, se acomodaram.
Ah! como hoje sinto suas faltas!
Ah! esta lágrima furtiva
em minha face!
de quando a vida era mais calma e bela,
da juventude com amigas tagarelas.
As canções tinham muito mais sentido,
eram muito, muito mais bonitas,
e as cantávamos felizes, reunidas.
Os lamentos, se existiam, eram poucos,
ingenuamente cultivávamos temor
sobre tabus e tantas coisas bobas.
Suspiros prolongados de inocência,
dividíamos sonhos, confidências,
e com certeza, seríamos felizes!
Os namoricos, sempre assustados,
beijos ligeiros, todos escondidos:
medo do irmão e do papai zangados.
Elvis Presley e Roberto enlouqueciam,
dançávamos rock, canções de nostalgia,
em cada festa, um vestido ou fantasia.
Ao nosso lado sempre vigilantes,
pais, irmãos e tios, que chatice...
ninguém podia cometer deslize!
A vida, aos poucos, foi nos separando,
e a areia do tempo apagando,
nossos passos muito tempo divididos.
Cada uma tomou rumo distinto,
e na ânsia de seguir o seu destino,
muitas tiveram os sonhos destruídos.
Algumas, parece, se realizaram,
muitas, buscam ainda encontrar-se
e outras, dependentes, se acomodaram.
Ah! como hoje sinto suas faltas!
Ah! esta lágrima furtiva
em minha face!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
SINTO TUA ALMA
Rapsódia amada
por tantos poetas,
eu sinto tua alma,
visão incorpórea,
muito branca e pura.
Eu vejo as estrelas
te dando mais luz
por ser cá na terra,
um anjo com asas
doando sua graça.
És carícia sábia
de luz e magia,
és vento quieto,
cuja voz me abraça
com ternos matizes.
por tantos poetas,
eu sinto tua alma,
visão incorpórea,
muito branca e pura.
Eu vejo as estrelas
te dando mais luz
por ser cá na terra,
um anjo com asas
doando sua graça.
És carícia sábia
de luz e magia,
és vento quieto,
cuja voz me abraça
com ternos matizes.
REPOVOEM O MUNDO!
Cientes do caos do extermínio
deixado entre nós como semente,
povoamos a terra controversa
e clamamos pela paz inutilmente.
Inocente, brinca e ri uma criança
vendo pássaros voando sobre ela,
regurgitando nos cegos intestinos
o ódio que sua mente não alcança.
Pobre mãe que um dia embalou,
nas entranhas, seu filho livre, são,
e na incerta biografia, viu seu sangue,
espalhar-se nas fronteiras pelo chão.
Não há pátria que perdoe tanta injúria,
nem disparo fatal que faça a morte,
se reclamarmos todos os gerados
e paridos nesta Terra, já sem norte!
Não justifico as discórdias de Babel,
nem nego a Deus, cansado em seu refúgio,
eu só queria que todos se amassem
com as cores e idiomas deste mundo!
Mulheres, repovoem
os seus ventres,
com humanos que se amem
realmente!
deixado entre nós como semente,
povoamos a terra controversa
e clamamos pela paz inutilmente.
Inocente, brinca e ri uma criança
vendo pássaros voando sobre ela,
regurgitando nos cegos intestinos
o ódio que sua mente não alcança.
Pobre mãe que um dia embalou,
nas entranhas, seu filho livre, são,
e na incerta biografia, viu seu sangue,
espalhar-se nas fronteiras pelo chão.
Não há pátria que perdoe tanta injúria,
nem disparo fatal que faça a morte,
se reclamarmos todos os gerados
e paridos nesta Terra, já sem norte!
Não justifico as discórdias de Babel,
nem nego a Deus, cansado em seu refúgio,
eu só queria que todos se amassem
com as cores e idiomas deste mundo!
Mulheres, repovoem
os seus ventres,
com humanos que se amem
realmente!
domingo, 18 de outubro de 2009
AH, O AMOR!
Sofrer de amor, pensá-lo e em vão sonhá-lo,
andar por seus caminhos e suas brechas,
senti-lo, e em teus olhos, refleti-lo,
sentir quando te ferem suas flechas.
Em tristes queixas e de mil maneiras,
em todos os poemas, invocá-lo,
saber que o persegues e o desejas,
e nunca, nunca logras alcançá-lo.
O que eu imaginava quando amava,
sabendo que jamais conquistaria
àquele a quem tanto idolatrava?
E tudo só ficava na poesia,
pois ele, desse amor não se inteirava
e creio que jamais se inteiraria!
andar por seus caminhos e suas brechas,
senti-lo, e em teus olhos, refleti-lo,
sentir quando te ferem suas flechas.
Em tristes queixas e de mil maneiras,
em todos os poemas, invocá-lo,
saber que o persegues e o desejas,
e nunca, nunca logras alcançá-lo.
O que eu imaginava quando amava,
sabendo que jamais conquistaria
àquele a quem tanto idolatrava?
E tudo só ficava na poesia,
pois ele, desse amor não se inteirava
e creio que jamais se inteiraria!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
DESPERTAR
Através de um espelho, um par de olhos,
observam-me insistentes e atentos…
de soslaio, correspondo a esse olhar,
sentindo que meu sangue flui fervendo.
Por que me olha um homem desse jeito?
Isso me diz que existo, que estou viva,
que meus olhos refletem alguma luz
e me incentivam, cúmplices da vida.
Que ainda não morreu esta mulher
que tanto guardo e em mim habita...
e olhada dessa forma, ainda acreditar
que posso despertar da letargia
que me toma o coração há muito tempo
e novamente me dispor a amar.
observam-me insistentes e atentos…
de soslaio, correspondo a esse olhar,
sentindo que meu sangue flui fervendo.
Por que me olha um homem desse jeito?
Isso me diz que existo, que estou viva,
que meus olhos refletem alguma luz
e me incentivam, cúmplices da vida.
Que ainda não morreu esta mulher
que tanto guardo e em mim habita...
e olhada dessa forma, ainda acreditar
que posso despertar da letargia
que me toma o coração há muito tempo
e novamente me dispor a amar.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
QUERIA QUE NÃO FOSSEM FANTASIAS
Queria perguntar-te na distância,
se meu nome ainda exala na fragrância
inesquecível de algum alento teu.
Queria perguntar-te mesmo ao acaso,
se teu coração ainda é um ninho vazio,
para poder sonhar-me nos teus braços.
Queria que não fossem fantasias,
os fantasmas da ilusão que me assediam,
para ter-te novamente nos meus dias.
se meu nome ainda exala na fragrância
inesquecível de algum alento teu.
Queria perguntar-te mesmo ao acaso,
se teu coração ainda é um ninho vazio,
para poder sonhar-me nos teus braços.
Queria que não fossem fantasias,
os fantasmas da ilusão que me assediam,
para ter-te novamente nos meus dias.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
JOGO DA VIDA
Ponho em jogo, às vezes, minha vida.
Pondo em jogo minha vida, ganho e perco,
mas logo volto e jogo
outra partida.
Se perdi a de ontem, e a de hoje também,
não me dou por vencida; sigo e jogo,
e o jogo de minha vida
se mantém.
Se nunca venço, insisto com esperança
nas partidas jogadas por meus sonhos,
e quando ganho algum,
a vida avança.
Pondo em jogo minha vida, ganho e perco,
mas logo volto e jogo
outra partida.
Se perdi a de ontem, e a de hoje também,
não me dou por vencida; sigo e jogo,
e o jogo de minha vida
se mantém.
Se nunca venço, insisto com esperança
nas partidas jogadas por meus sonhos,
e quando ganho algum,
a vida avança.
domingo, 4 de outubro de 2009
APRENDEMOS
Ponhamos preço
em nossos corpos,
prostituamos
nossos sentimentos:
jogar com eles,
agora virou moda.
No peito esquerdo,
guardamos pedaços
rotos de coração,
aonde sem força,
gritam as lembranças.
Desnudamo-nos
às vezes ingênuos,
às vezes insensíveis,
e aprendemos a apagar
palavras generosas
do nosso vocabulário:
somos apenas atores
de uma peça teatral,
onde atrás da tela,
tudo se acaba!
em nossos corpos,
prostituamos
nossos sentimentos:
jogar com eles,
agora virou moda.
No peito esquerdo,
guardamos pedaços
rotos de coração,
aonde sem força,
gritam as lembranças.
Desnudamo-nos
às vezes ingênuos,
às vezes insensíveis,
e aprendemos a apagar
palavras generosas
do nosso vocabulário:
somos apenas atores
de uma peça teatral,
onde atrás da tela,
tudo se acaba!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
SOMOS
Nascemos
do pó cósmico,
vento milenar,
solução química
das forças naturais.
Nascemos
da explosão do universo,
criação arquetípica
e divina:
ar e fogo,
terra e água,
comunhão de elementos.
Deuses
insignificantes,
criadores do tempo:
PARTE DA VIDA!
do pó cósmico,
vento milenar,
solução química
das forças naturais.
Nascemos
da explosão do universo,
criação arquetípica
e divina:
ar e fogo,
terra e água,
comunhão de elementos.
Deuses
insignificantes,
criadores do tempo:
PARTE DA VIDA!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
QUE MINHA VIDA NÃO SEJA
Que minha vida não seja
um canteiro de renúncias,
nem areia movediça
onde os sonhos se afundem!
Que minha vida não seja
o temor de sempre abrir-me,
nem argila modelada
segundo o que decidirem!
Que minha vida não seja
algum centro de equilíbrio,
fuja eu do equilíbrio
que todos ditam o estilo!
Que minha vida não seja
se nela não estás em nada,
senão ficarei pra sempre
tentando recomeçá-la!
um canteiro de renúncias,
nem areia movediça
onde os sonhos se afundem!
Que minha vida não seja
o temor de sempre abrir-me,
nem argila modelada
segundo o que decidirem!
Que minha vida não seja
algum centro de equilíbrio,
fuja eu do equilíbrio
que todos ditam o estilo!
Que minha vida não seja
se nela não estás em nada,
senão ficarei pra sempre
tentando recomeçá-la!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
COMPLETO-ME
Meu nome vem do vento e do infinito,
revelando os olhares que eu guardo,
dos caminhos que tenho percorrido.
A vida mostra, através de sua magia,
toda a força do seu canto majestoso,
nos vários tons, a depender da melodia.
A matéria, acabada em sua essência,
mostra a fragilidade do que somos,
na extinção dos limites da ciência.
Sou apenas um sopro e um alento
que nasceu do pó dessas estrelas,
espalhadas, a brilhar no firmamento.
A todo instante, e doce fruto já maduro,
completo-me de natureza e assim vivo...
e sendo filha de Deus, eu tenho tudo!
revelando os olhares que eu guardo,
dos caminhos que tenho percorrido.
A vida mostra, através de sua magia,
toda a força do seu canto majestoso,
nos vários tons, a depender da melodia.
A matéria, acabada em sua essência,
mostra a fragilidade do que somos,
na extinção dos limites da ciência.
Sou apenas um sopro e um alento
que nasceu do pó dessas estrelas,
espalhadas, a brilhar no firmamento.
A todo instante, e doce fruto já maduro,
completo-me de natureza e assim vivo...
e sendo filha de Deus, eu tenho tudo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)